Davi Alcolumbre fez o que poucos presidentes do Senado fariam: pegou o telefone e ligou pessoalmente para deputados do próprio partido pedindo voto para um candidato do PT.
O alvo dos telefonemas foi Odair Cunha, petista de Minas Gerais que disputava uma vaga no Tribunal de Contas da União. O detalhe constrangedor: o União Brasil tinha candidato próprio na disputa — Elmar Nascimento, da Bahia.
Alcolumbre simplesmente ignorou o colega de legenda e trabalhou ativamente para eleger o governo.
A reaproximação em ação
O episódio ilustra na prática como funciona a política de bastidores. Não bastava Hugo Motta articular na Câmara — Alcolumbre entrou em campo para garantir que não faltassem votos ao candidato de Lula.
A movimentação acontece num momento de degelo entre o amapaense e o Palácio do Planalto. A relação, que andava gelada, começou a dar sinais de normalização.
Para quem acompanha os movimentos do Senado, não é coincidência. Alcolumbre tem projetos políticos que dependem de boa relação com o Executivo — e essa eleição no TCU virou teste dessa nova fase.
O preço da governabilidade
Episódios como esse mostram como se constrói governabilidade no Brasil: com telefonemas, favores e trocas que acontecem longe dos holofotes.
Odair Cunha não foi eleito só por mérito técnico. Foi eleito porque o presidente do Senado decidiu queimar capital político próprio para ajudar o governo federal.
É assim que funciona. E Alcolumbre sabe que essa conta será cobrada no futuro.
Com informações de UOL.
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painel/2026/04/alcolumbre-atuou-diretamente-para-garantir-votos-a-petista-para-vaga-no-tcu.shtml
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