Os atos do 1º de Maio em São Paulo mostraram um cenário inédito: esvaziamento generalizado de ambos os lados do espectro político. Tradicionalmente marcada por grandes mobilizações, a data registrou baixo comparecimento tanto nas manifestações de esquerda quanto de direita.
A ausência foi notável entre as principais lideranças nacionais. Luiz Inácio Lula da Silva, Geraldo Alckmin e Flávio Bolsonaro — pré-candidato à Presidência — optaram por não participar dos eventos. Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar, também não marcou presença.
Mesmo assim, os discursos nos atos do 1º de Maio giraram em torno dessas figuras, antecipando o tom da campanha presidencial que se desenha para outubro.
Esquerda muda de local e não lota auditório
O Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e a Força Sindical realizaram seu principal evento no bairro da Liberdade, abandonando a tradicional Praça Heróis da FEB. O auditório, com capacidade para mais de 600 pessoas, não atingiu lotação máxima.
Fernando Haddad, pré-candidato ao governo paulista, discursou ao lado das pré-candidatas ao Senado Marina Silva e Simone Tebet. “Vamos lutar pela jornada 5×2 e vamos juntos lutar na jornada 7×0 para reeleger o presidente Lula”, declarou Haddad, em clara alusão à campanha eleitoral.
A pauta da escala 6×1, que domina as discussões trabalhistas atuais, esteve presente nos discursos, mas não conseguiu atrair multidões.
Direita reúne cem pessoas na Paulista
Do lado oposto, a manifestação na Avenida Paulista reuniu aproximadamente 100 pessoas em frente à Fiesp. O ato foi tão pequeno que dispensou bloqueios no trânsito, mesmo contando com escolta policial.
As pautas centrais incluíam apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro, anistia para Jair Bolsonaro e críticas ao Supremo Tribunal Federal. “A primeira pauta é justamente Flávio presidente”, afirmou Malta Jones, organizador da manifestação.
O evento também contou com jovens católicos “imperialistas” e a presença do youtuber Paulo Kogos, ex-candidato a cargos eletivos.
O contraste com outros anos foi evidente. Os atos do 1º de Maio tradicionalmente mobilizavam milhares de pessoas e serviam como termômetro político. Em 2026, o esvaziamento pode sinalizar uma reconfiguração na dinâmica das mobilizações sociais.
Para o Nordeste, região com forte tradição de comparecimento em datas como o Dia do Trabalho, resta saber se o fenômeno do esvaziamento se repetiu em outros estados da região.
Com informações de Metrópoles.
https://www.metropoles.com/sao-paulo/direita-e-esquerda-miram-eleicao-nacional-em-atos-do-1o-de-maio-em-spEntre no grupo do Blog do Dina e receba tudo antes de sair no site.



