O programa Desenrola, criado pelo governo federal para facilitar a renegociação de dívidas, enfrenta números pífios de adesão. O Banco do Brasil realizou apenas 1.807 renegociações com clientes que atendem às condições do programa oficial.
Enquanto a política pública patina, as instituições financeiras partiram para modalidades próprias. Os bancos desenvolveram programas de renegociação paralelos, com condições diferenciadas e sem depender da burocracia governamental.
Bancos fazem o próprio caminho
A estratégia das instituições revela a ineficiência do Desenrola. Em vez de aguardar o programa oficial deslanchar, os bancos preferiram criar suas próprias condições de negociação com devedores.
O baixo número de renegociações no Banco do Brasil expõe uma contradição: enquanto o governo promete facilitar o acesso ao crédito e a quitação de dívidas, a própria estatal federal não consegue operacionalizar a política.
Os dados revelam que a iniciativa governamental não atende às necessidades práticas do mercado financeiro. As instituições precisaram desenvolver alternativas mais ágeis para lidar com sua carteira de inadimplentes.
Programa que não programa
A situação do Desenrola ilustra um problema recorrente em políticas públicas: a distância entre o anúncio e a implementação efetiva. O programa foi vendido como solução para milhões de brasileiros endividados.
Na prática, os números mostram uma realidade diferente. As renegociações próprias dos bancos indicam que o setor financeiro encontrou caminhos mais eficientes do que a política oficial.
A baixa adesão ao programa pode sinalizar tanto problemas na estrutura quanto nas condições oferecidas pelo governo. Os bancos, por sua vez, demonstram que conseguem operar com mais agilidade quando criam suas próprias regras.
Com informações de Folha de S.Paulo.
https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/05/enquanto-desenrola-patina-bancos-oferecem-renegociacoes-proprias.shtmlEntre no grupo do Blog do Dina e receba tudo antes de sair no site.



