O governo americano acusou a China de se comportar como um “parceiro duvidoso” no cenário internacional. A denúncia veio do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, que apontou o dedo para Pequim por acumular petróleo justamente durante os conflitos no Oriente Médio.
Segundo Bessent, os chineses estão repetindo a estratégia que usaram na pandemia, quando fizeram estoque de suprimentos médicos enquanto o mundo enfrentava escassez. Agora, a mesma tática estaria sendo aplicada ao mercado de combustível.
O que isso significa para o Brasil
Quando um gigante como a China resolve fazer estoque de petróleo, o efeito cascata atinge o mundo inteiro — inclusive o Brasil. A maior demanda chinesa pressiona os preços internacionais do barril, que depois chegam às refinarias brasileiras e, inevitavelmente, às bombas dos postos.
O timing da acusação americana não é casual. Com o Oriente Médio em ebulição, qualquer movimento que pressione ainda mais o mercado de energia vira questão de segurança nacional para as potências mundiais.
Diplomacia em xeque
Mesmo com as acusações, Bessent disse que Donald Trump e o presidente chinês Xi Jinping mantêm “uma relação de trabalho muito boa”. O secretário chegou a mencionar uma possível visita de Trump à China ainda este mês.
“A comunicação é a chave”, declarou Bessent ao falar sobre as conversas que teve com autoridades chinesas sobre o assunto.
A China, por sua vez, não se pronunciou oficialmente sobre as acusações. Pequim costuma negar qualquer comportamento oportunista no mercado internacional e se apresenta como defensora da estabilidade global.
Padrão de comportamento
A comparação com a pandemia não foi por acaso. Durante 2020, a China foi acusada de reter equipamentos de proteção individual e insumos médicos essenciais, criando escassez artificial em outros países.
Agora, com o petróleo, a estratégia parece seguir o mesmo roteiro: aproveitar momentos de instabilidade global para garantir reservas estratégicas, independentemente do impacto nos demais países.
Para o consumidor brasileiro, isso significa uma pressão adicional nos preços dos combustíveis, que já sofrem com a volatilidade do mercado internacional e a política de preços da Petrobras.
Com informações da CNN Brasil.
https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/bessent-china-tem-sido-parceira-duvidosa-durante-guerra-com-ira/
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