O governo do Irã criou um problema que nem ele mesmo consegue resolver. Autoridades americanas revelaram que Teerã não tem condições de reabrir completamente o Estreito de Ormuz porque simplesmente não sabe onde estão todas as minas navais que espalhou pela região durante a guerra.
A situação é quase cômica, se não fosse trágica: o país que fechou uma das rotas marítimas mais importantes do mundo agora não consegue abri-la novamente. Por ali passam 20% de todo o petróleo comercializado globalmente.
Cessar-fogo que não funciona
Trump não escondeu a irritação com a situação. Nas redes sociais, classificou o trabalho iraniano como “muito ruim” e “desonroso”. O acordo de cessar-fogo assinado na semana passada incluía justamente a reabertura de Ormuz, mas na prática isso não aconteceu.
O Irã alega que o estreito está “aberto com restrições”, mas os números mostram outra realidade: apenas seis navios conseguiram passar na quinta-feira, contra os 140 que transitam normalmente pela rota.
Para piorar, Teerã indicou que pretende cobrar pedágio das embarcações para “cobrir os custos da guerra”. É como quebrar a janela da casa do vizinho e depois querer que ele pague pelo conserto.
Impacto no bolso brasileiro
O caos no Estreito de Ormuz não é problema distante para quem mora no Brasil. Com uma das principais rotas do petróleo mundial praticamente bloqueada, os preços internacionais da commodity disparam.
Isso se reflete diretamente no preço dos combustíveis nas bombas brasileiras. Gasolina, diesel e gás de cozinha ficam mais caros quando há instabilidade no fornecimento global de petróleo.
Para o Rio Grande do Norte, que depende muito do transporte rodoviário e tem uma economia baseada em turismo, o encarecimento dos combustíveis representa um duplo golpe: aumenta os custos de transporte e pode reduzir o fluxo de visitantes.
Arsenal perdido no mar
As estimativas indicam que o Irã pode ter entre 2 mil e 6 mil minas navais em seu arsenal. Esses explosivos ficam submersos ou à deriva, podendo ser acionados por contato com embarcações ou através de sensores.
O problema é que, aparentemente, ninguém em Teerã fez um mapeamento adequado de onde essas armas foram colocadas. Agora, mesmo com vontade de reabrir a rota, o governo iraniano não consegue garantir segurança para a navegação.
A Guarda Revolucionária do Irã está tentando contornar a situação direcionando os navios por rotas alternativas, mas isso aumenta o tempo de viagem e os custos do transporte marítimo.
É mais um capítulo da saga internacional que mostra como decisões precipitadas em conflitos podem criar problemas duradouros — e desta vez, quem paga a conta é o mundo inteiro.
Com informações de G1.
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