O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, entregou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma carta informando sua intenção de deixar o cargo. A informação foi confirmada pelo Palácio do Planalto, mas até agora não há anúncio oficial da exoneração nem definição de quem assume o lugar.
Segundo apuração da imprensa, a saída deve ser formalizada nesta quinta-feira (8), com publicação no Diário Oficial da União na sexta (9). A exoneração seria a primeira grande mudança na equipe ministerial de Lula em 2026.
Ministro vinha preparando a saída
Lewandowski assumiu a pasta em fevereiro de 2024, logo após se aposentar como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Nos bastidores, ele já teria sinalizado desde dezembro que pretendia deixar o governo, e passou os últimos dias retirando pertences do gabinete no Palácio da Justiça, em Brasília.
A possível saída acontece num momento sensível para o país, com aumento de casos de violência e atuação de facções criminosas, principalmente no Norte e Nordeste.
O Ministério da Justiça é responsável pela Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Força Nacional — e está no centro das discussões sobre segurança pública no Brasil.
PEC da Segurança e mudanças na estrutura do ministério ficam no ar
Lewandowski deixa o cargo sem ver aprovada a PEC da Segurança Pública, principal proposta do governo na área e que busca unificar ações e fortalecer o enfrentamento ao crime organizado. Também estava em discussão a ideia de dividir o ministério em dois — um da Justiça e outro exclusivo para Segurança Pública —, o que agora pode ganhar força.
Quem pode assumir?
O nome mais cotado para assumir interinamente o comando da pasta é o do secretário-executivo Manoel Carlos de Almeida Neto, braço direito de Lewandowski no ministério. Mas, por enquanto, o Planalto não confirmou substituto nem publicou nota oficial.
A saída de Lewandowski acontece num contexto em que Lula já foi cobrado por aliados a fazer mudanças na Esplanada. A exoneração, caso se confirme nesta sexta, pode abrir espaço para uma nova fase na articulação política e nas estratégias de segurança do governo.
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