O tabagismo adolescente no Brasil mudou de perfil. Pela primeira vez, as meninas superam os meninos no uso de produtos com nicotina. Entre adolescentes de 14 a 17 anos, 10,5% das garotas consomem cigarro, vape ou similares, contra 8,3% dos garotos.
Os números invertem décadas de padrão histórico. Até pouco tempo, o tabagismo era território predominantemente masculino em todas as faixas etárias.
Vapes mudam o jogo
A popularização dos cigarros eletrônicos transformou o cenário. Os dispositivos, vistos como “menos perigosos”, atraem especialmente as meninas pela facilidade de uso e variedade de sabores.
Nas redes sociais, influenciadoras adolescentes normalizam o consumo. O vape virou acessório de lifestyle, escondido na bolsa como mais um item de beleza.
A mudança preocupa especialistas em saúde pública. O cérebro adolescente é mais vulnerável à dependência química. Uma tragada aos 15 anos causa mais danos que aos 25.
Rio Grande do Norte na mira
No Rio Grande do Norte, escolas estaduais e municipais relatam aumento no flagrante de dispositivos eletrônicos entre alunas. A Secretaria de Educação estuda políticas específicas de prevenção.
Programas antitabagismo precisam se adaptar à nova realidade. Campanhas que funcionavam com meninos não necessariamente atingem meninas.
O tabagismo adolescente feminino exige abordagem diferenciada, focada na autoestima e pressão social que leva ao primeiro uso.
Com informações da Folha de S.Paulo.
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/papo-de-responsa/2026/05/nicotina-na-bolsa-da-sua-filha.shtmlEntre no grupo do Blog do Dina e receba tudo antes de sair no site.



