O ministro Marco Buzzi pode estar com os dias contados no Superior Tribunal de Justiça. O Supremo Tribunal Federal autorizou a abertura de inquérito para investigar formalmente as acusações de assédio sexual contra o magistrado.
A decisão coube ao ministro Nunes Marques, do STF, após a Procuradoria-Geral da República dar sinal verde para a investigação. “Há elementos suficientes para instauração do inquérito”, afirmou o procurador-geral Paulo Gonet.
O caso que pode derrubar um ministro
As acusações envolvem uma jovem de 18 anos que passou férias na casa de Buzzi em Balneário Camboriú, Santa Catarina. Segundo o relato, o suposto assédio teria acontecido no início deste ano.
A vítima registrou boletim de ocorrência em São Paulo. Como Buzzi tem foro privilegiado por ser ministro do STJ, o caso foi parar no STF — única instância competente para julgar magistrados dessa hierarquia.
Mas não é só essa denúncia. Uma ex-assessora do próprio gabinete de Buzzi também acusa o ministro de importunação sexual. Os episódios teriam se repetido durante 2023, segundo relatou ao Conselho Nacional de Justiça.
STJ já decidiu: Buzzi está fora
Em fevereiro, o STJ afastou Buzzi por unanimidade. O ministro está proibido até de pisar no tribunal enquanto durar a apuração.
Nesta terça-feira (14), o plenário do STJ se reúne para avaliar uma sindicância interna. A expectativa é que recomende a abertura de processo administrativo contra Buzzi — que pode terminar em aposentadoria compulsória.
Ou seja: além da investigação criminal no STF, Buzzi enfrenta também um processo administrativo que pode tirá-lo definitivamente da magistratura.
A defesa nega tudo
Os advogados de Buzzi falam em “campanha sistemática de acusações” e “linchamento moral”. Afirmam que o ministro tem “mais de quatro décadas de atuação irrepreensível” e que as alegações “carecem de provas concretas”.
A defesa ainda sugere que parte das narrativas tem origem em advogada com interesses em processos no STJ — uma tentativa de desqualificar as denúncias.
O que vem pela frente
O inquérito no STF vai investigar tanto o caso da jovem de 18 anos quanto as denúncias da ex-assessora. É o primeiro passo formal para verificar se houve crime e quem foi o autor.
Importante: a abertura de inquérito não é condenação. É apenas o início da apuração. Mas, combinada com o afastamento unânime no STJ e a possível abertura de processo administrativo, mostra que a situação de Buzzi está longe de ser confortável.
O caso expõe, mais uma vez, questões sobre conduta no Judiciário brasileiro — área que já enfrentou outros escândalos nos últimos anos.
Com informações de G1.
https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/04/14/nunes-marques-determina-abertura-de-inquerito-contra-buzzi-ministro-do-stj-acusado-de-assedio.ghtml
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