A Oncoclínicas registrou um prejuízo de R$ 438,7 milhões no primeiro trimestre de 2026, valor que representa mais do que o triplo das perdas do mesmo período do ano anterior. O resultado expõe a grave crise financeira que atravessa a maior rede de clínicas oncológicas do país.
A receita da empresa despencou 22,3% no trimestre, caindo para R$ 1,2 bilhão. O indicador Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou negativo em R$ 49,2 milhões, sinalizando dificuldades operacionais severas.
Dívida bilionária preocupa mercado
O endividamento da Oncoclínicas atingiu R$ 3,3 bilhões, com alavancagem financeira de 5,2 vezes o Ebitda. O volume da dívida está no centro da crise que afeta a companhia e já causou o cancelamento de negociações com potenciais investidores.
Os grupos Porto e Fleury desistiram de comprar participação na empresa justamente pelo tamanho do passivo. A dívida era o principal obstáculo nas tratativas entre as companhias.
Em abril, a Oncoclínicas conseguiu na Justiça de São Paulo uma tutela cautelar que suspendeu por 60 dias as cobranças bancárias. A medida foi necessária após o endividamento ultrapassar os limites estabelecidos em contratos com credores.
Incerteza sobre continuidade
Pelo segundo trimestre consecutivo, o balanço da empresa traz um parecer de incerteza sobre a continuidade operacional. O alerta já havia aparecido nos resultados do último trimestre de 2025 e se repetiu agora, evidenciando a gravidade da situação.
A companhia informou que mantém negociações com credores para regularizar a situação, incluindo uma possível repactuação das dívidas. As conversas são cruciais para definir o futuro da rede, que é uma das principais do setor de oncologia no Brasil.
Com informações de Folha de S.Paulo e UOL.
https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/05/prejuizo-da-oncoclinicas-mais-que-triplica-no-1o-tri-e-rede-repete-incerteza-sobre-continuidade-operacional.shtmlEntre no grupo do Blog do Dina e receba tudo antes de sair no site.



