A policial militar Yasmin Cursino Ferreira, que atirou e matou uma mulher na zona leste de São Paulo no dia 3 de abril, recebeu um aumento salarial de R$ 480 apenas duas semanas depois do crime. O reajuste aconteceu por conta de uma nova lei que mudou a carreira da Polícia Militar paulista e entrou em vigor no início de abril.
O timing revela uma contradição institucional gritante. Enquanto a PM Yasmin Cursino deveria estar sendo investigada pelo homicídio, ela foi automaticamente contemplada pela legislação que aumentou os vencimentos da corporação.
Nova lei da PM de São Paulo
A legislação que beneficiou a policial militar faz parte de uma reformulação mais ampla da carreira da PM paulista. O texto foi aprovado e sancionado antes do caso envolvendo Yasmin Cursino Ferreira, mas a coincidência temporal expõe o descompasso entre as consequências disciplinares e os benefícios automáticos da corporação.
O aumento de R$ 480 representa um acréscimo significativo no salário base dos policiais militares de São Paulo. A nova estrutura salarial entrou em vigor no dia 1º de abril, apenas dois dias antes do episódio na zona leste da capital.
O caso ilustra como o sistema de remuneração da PM opera de forma independente dos processos disciplinares. Mesmo com uma investigação em andamento sobre o homicídio, a policial militar continua recebendo todos os benefícios previstos na nova legislação.
A situação levanta questões sobre a adequação dos mecanismos de controle interno da corporação e a velocidade com que medidas administrativas são aplicadas em casos graves envolvendo policiais militares.
Com informações do UOL.
https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2026/04/19/nova-lei-faz-pm-que-matou-mulher-na-zona-leste-ter-aumento-salarial-duas-semanas-apos-o-caso.htmEntre no grupo do Blog do Dina e receba tudo antes de sair no site.



