O setor aéreo brasileiro acendeu o sinal vermelho. A reforma tributária pode fazer o preço das passagens disparar mais de 20%, segundo projeções das companhias aéreas e da Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata).
Os números assustam. Voos domésticos saltariam 23%, chegando a uma média de quase R$ 800. As passagens internacionais subiriam ainda mais: 26%, alcançando cerca de R$ 4.660. Para completar o quadro sombrio, a demanda despencaria 30%.
O que dizem as companhias
Jerome Cadier, CEO da Latam, não poupou palavras. Segundo ele, a reforma vai triplicar os tributos sobre as vendas de bilhetes. “Todas as modalidades de aviação vão sofrer um aumento significativo de imposto, que obviamente vai ser repassado no preço”, disse à Folha.
A previsão é de crescimento negativo. “Com essa reforma, a aviação brasileira vai decrescer, infelizmente”, completou o executivo.
Azul e Gol preferiram não comentar diretamente. Disseram que se manifestariam por meio da Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas), que por sua vez também se recusou a falar sobre o tema.
A resposta do governo
O Ministério da Fazenda rebateu as críticas. Em nota, destacou que a reforma vai desonevar tributos sobre abastecimento de voos internacionais e catering. As empresas também poderão recuperar créditos integrais de IBS e CBS em suas compras.
“Não é possível inferir impacto somente com o recorte de uma parte da operação”, argumentou a Fazenda. O órgão defende que é preciso analisar toda a estrutura tributária.
Bernard Appy, ex-secretário da reforma tributária, seguiu a mesma linha. Para ele, os créditos ampliados podem compensar parcialmente o aumento na ponta, impedindo uma relação direta entre carga tributária e preço final.
Nordeste na mira
O impacto promete ser especialmente duro para quem viaja do Nordeste ou para a região. A dependência do transporte aéreo é maior aqui, onde as distâncias tornam o avião muitas vezes a única opção viável para deslocamentos rápidos.
Passagens já salgadas do Rio Grande do Norte para outros estados podem ficar ainda mais inacessíveis. O mesmo vale para voos internacionais, importantes para o turismo local.
A nova tributação estabelece três regimes: alíquota padrão para voos domésticos, redução de 40% para aviação regional e cobrança apenas no trecho que sai do Brasil em voos internacionais.
Com informações de UOL.
https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/04/setor-aereo-brasileiro-preve-alta-superior-a-20-nas-passagens-com-reforma-tributaria.shtmlEntre no grupo do Blog do Dina e receba tudo antes de sair no site.



