Uma nova pesquisa acendeu o alerta sobre medicamentos que milhões de brasileiros têm no armário de casa. Quatro classes de remédios comuns foram associadas a maior risco de desenvolver demência, segundo estudos que analisaram o impacto desses fármacos na saúde cerebral.
A lista inclui antialérgicos antigos, antipsicóticos, benzodiazepínicos e outros medicamentos amplamente prescritos no país. O achado preocupa especialistas, já que muitos desses remédios são usados por períodos prolongados, especialmente por idosos.
Quais medicamentos estão na mira
Os antialérgicos de primeira geração lideram as preocupações. Diferentemente dos modernos, que causam menos sonolência, essas versões mais antigas atravessam a barreira cerebral com maior facilidade.
Os benzodiazepínicos — classe que inclui medicamentos para ansiedade e insônia — também entraram no radar. O uso prolongado desses fármacos já era questionado por causar dependência, e agora surgem evidências de possível impacto na cognição.
Antipsicóticos, mesmo em doses baixas para outras condições que não a esquizofrenia, completam a lista de medicamentos sob suspeita.
O que dizem os dados
A pesquisa não estabelece uma relação direta de causa e efeito, mas identifica um padrão estatístico preocupante. Pacientes que usaram essas classes de medicamentos por períodos prolongados apresentaram incidência maior de demência.
O mecanismo por trás dessa associação ainda é investigado. Uma hipótese é que alguns desses remédios interferem no sistema colinérgico, fundamental para a memória e outras funções cognitivas.
Médicos alertam que ninguém deve interromper medicamentos por conta própria. A decisão de suspender ou substituir qualquer tratamento precisa ser discutida com o profissional responsável, pesando riscos e benefícios individuais.
Com informações de Folha de S.Paulo.
https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/04/quatro-classes-de-remedios-comuns-sao-associadas-a-maior-risco-de-demencia.shtmlEntre no grupo do Blog do Dina e receba tudo antes de sair no site.



