O Superior Tribunal de Justiça (STJ) finalmente cortou os penduricalhos do ministro Marco Buzzi, afastado desde fevereiro por denúncias de assédio sexual. A tesoura chegou três meses depois do afastamento — e o contracheque de maio mostra o estrago: de cerca de R$ 100 mil líquidos para R$ 35,1 mil.
A diferença brutal vem do corte das verbas indenizatórias, que despencaram de até R$ 72 mil para míseros R$ 654. O valor incluía auxílio-alimentação, auxílio-transporte, auxílio-moradia e outras regalias que faziam o magistrado afastado ganhar acima do teto constitucional de R$ 46,3 mil.
A regra que demorou para valer
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) já tinha uma norma desde 2024 determinando o corte desses extras para magistrados afastados em processos disciplinares. Mas Marco Buzzi seguia recebendo como se estivesse trabalhando normalmente.
Em abril, o G1 revelou a situação. O STJ prometeu ajustar “nos contracheques seguintes”. Cumpriu — com três meses de atraso e depois da pressão da imprensa.
Mesmo com o corte, Buzzi ainda embolsa R$ 16,4 mil em “vantagens pessoais” além do salário base de R$ 44 mil. O valor bruto passou de R$ 132 mil em março para R$ 61,1 mil em maio.
O contexto maior
Na mesma semana do corte, o CNJ aprovou por unanimidade o “contracheque único” para todos os magistrados do país, ampliando a transparência sobre pagamentos no Judiciário. Uma coincidência conveniente.
O STF também extinguiu a aposentadoria compulsória remunerada como punição máxima — até então, juízes condenados podiam ser afastados mas seguiam recebendo.
Marco Buzzi responde a processo administrativo disciplinar no STJ e a inquérito no Supremo. Sua defesa nega as acusações de assédio sexual.
Com informações do G1.
https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/05/27/stj-penduricalhos-marco-buzzi.ghtmlEntre no grupo do Blog do Dina e receba tudo antes de sair no site.



