O Tribunal de Contas da União jogou luz sobre um problema que poucos fiscalizam: como o governo gasta milhões em transporte aéreo oficial. Entre janeiro de 2020 e julho de 2025, a Força Aérea Brasileira consumiu R$ 285 milhões em voos para autoridades — e o TCU descobriu que falta controle básico nesse sistema.
O mais impressionante é que R$ 36,1 milhões poderiam ter ficado no caixa público. Bastava que algumas autoridades tivessem escolhido voos comerciais em vez dos jatos militares. Uma economia que daria para construir dezenas de postos de saúde ou reformar centenas de escolas.
Sistema sem freios
A auditoria expôs uma realidade constrangedora: a FAB não verifica se quem pede transporte oficial tem mesmo direito ao benefício. O Comando da Aeronáutica simplesmente não questiona as solicitações, segundo o documento do TCU.
É como se fosse um sistema de táxi premium sem catracas. Qualquer autoridade dos três poderes pode solicitar, e a FAB atende sem conferir se o pedido atende às regras estabelecidas por decreto.
Prazo curto para mudanças
O TCU não se limitou a apontar problemas. Na terça-feira, o tribunal determinou que a Casa Civil apresente um plano para reformular todo o sistema em 30 dias. As novas regras precisam estar funcionando em até 180 dias.
A medida pode representar o fim da farra aérea oficial que consome recursos públicos sem critério claro. Executivo, Legislativo e Judiciário terão que se adaptar a controles mais rigorosos.
Para um país que discute cada centavo do orçamento, descobrir que R$ 285 milhões foram gastos sem fiscalização adequada deveria gerar mais debate público. Principalmente quando essa quantia equivale ao orçamento anual de municípios inteiros.
Com informações de Metrópoles.
https://www.metropoles.com/colunas/tacio-lorran/tcu-aponta-descontrole-em-gastos-de-r-285-milhoes-com-voos-da-fab
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