O ex-presidente Michel Temer entrou no debate sobre a crise no Supremo Tribunal Federal. Em entrevista nesta segunda-feira (27), antes do Fórum Paulista de Desenvolvimento, em Itu, Temer STF virou alvo da polarização política que divide o país.
Para o ex-presidente, o ministro Gilmar Mendes errou ao responder às críticas do ex-governador Romeu Zema. “Eu acho que o ministro Gilmar não deveria ter respondido, porque quanto mais ele responde, evidentemente mais argumentos dá”, afirmou Temer.
Diagnóstico da polarização
Questionado se o STF tomou lado na polarização entre Lula e Bolsonaro, Temer foi direto: quando há radicalização no país, “ela acaba atingindo todos os setores, vai se introduzindo em todos os setores”.
O advogado constitucionalista defendeu que “o Supremo não tem tanta culpa assim” sobre acusações de ativismo judicial. Para ele, a Constituinte de 1988 criou um sistema que naturalmente leva todos os temas ao STF.
“Se alguma responsabilidade houve, mas não houve, foi porque a Constituinte tratou de todos os temas, e todos os temas, em razão disso, são levados ao Supremo Tribunal Federal”, explicou.
Perda do diálogo
Segundo Temer, a crise de imagem da corte resulta da perda de diálogo no país. O diagnóstico sugere que a polarização política extrapolou os limites tradicionais e contaminou até mesmo instituições que deveriam manter neutralidade.
A análise do ex-presidente ganha peso por sua experiência institucional e conhecimento jurídico. Temer ocupou a Presidência entre 2016 e 2018, período de intensa crise política no Brasil.
Com informações de Folha de S.Paulo e UOL.
https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/04/temer-diz-que-polarizacao-chegou-ao-stf-e-que-gilmar-nao-deveria-ter-respondido-zema.shtmlEntre no grupo do Blog do Dina e receba tudo antes de sair no site.



