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O mundo começou o ano de 2025 com um dado que acende alertas: existem hoje 12.241 armas nucleares no planeta, segundo o novo relatório do Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (SIPRI), publicado em junho.
Apesar de nove países deterem esse tipo de armamento, quase 90% das ogivas estão concentradas em apenas dois: Rússia e Estados Unidos, que somam juntos cerca de 10.636 ogivas nucleares.
A tendência que se desenha, segundo o SIPRI, é de expansão e modernização, num cenário onde a corrida armamentista retorna ao centro das estratégias militares globais.
Rússia: maior arsenal do planeta
A Rússia lidera em volume absoluto, com 5.459 ogivas nucleares em 2025. Deste total:
- 1.718 estão em alerta operacional, ou seja, prontas para uso imediato.
- O restante está dividido entre reservas e ogivas aposentadas, mas ainda não desmontadas.
O relatório também indica que Moscou tem reforçado sua postura estratégica com o desenvolvimento de novos sistemas hipersônicos e armas de longo alcance, em resposta ao alinhamento militar do Ocidente via OTAN.
Estados Unidos: poder em prontidão global
Os Estados Unidos vêm logo atrás, com 5.177 ogivas registradas:
- 1.770 dessas ogivas estão implantadas e prontas para uso, posicionadas em mísseis terrestres, submarinos e bombardeiros.
- Cerca de 1.900 estão em armazenamento como reserva estratégica.
De acordo com o SIPRI, Washington mantém também uma ampla rede de modernização tecnológica do seu arsenal, incluindo integração com inteligência artificial e novos modelos de vetores estratégicos.
Outros países com armas nucleares
Além dos dois gigantes, outros sete países possuem armas nucleares, conforme estimativas do SIPRI e da Federação de Cientistas Americanos (FAS):
| País | Total estimado de ogivas (2025) |
|---|---|
| China | 600 |
| França | 290 |
| Reino Unido | 225 |
| Paquistão | 170 |
| Índia | 164 |
| Israel | 90 |
| Coreia do Norte | 30 a 40 |
A China é apontada como o país que mais cresce em capacidade nuclear, com adição de aproximadamente 100 ogivas por ano desde 2023. Especialistas preveem que o país possa ultrapassar a marca de 1.000 ogivas antes de 2030, caso o ritmo seja mantido.
Cenário de alta tensão
O relatório de 2025 mostra uma reversão clara da tendência de desarmamento observada nas décadas anteriores. De acordo com o SIPRI, cerca de 9.600 ogivas estão hoje em estoques militares prontos para uso militar — número em crescimento.
Em paralelo, aproximadamente 2.100 ogivas estão em estado de “alta prontidão”, com capacidade de lançamento imediato. Quase todas pertencem à Rússia e aos EUA.
O diretor do SIPRI, Dan Smith, afirma no documento que “a era do desarmamento nuclear está sendo substituída por uma era de rearmamento, sem mecanismos de controle robustos em vigor”.
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