Apesar das promessas e das determinações da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que fixou o último dia 2 de agosto como prazo para o fim dos lixões a céu aberto no Brasil, a realidade no Rio Grande do Norte revela um cenário alarmante. Dados da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) indicam que 72,4% dos municípios potiguares ainda descartam seus resíduos em lixões, com apenas 45 das 167 cidades do estado utilizando aterros sanitários para destinação correta do lixo.
A Realidade dos Lixões
Com a grande maioria das cidades do RN ignorando a legislação federal, o estado enfrenta uma grave crise ambiental e de saúde pública. Embora apenas 26,9% dos municípios realizem o descarte adequado dos resíduos sólidos, esses municípios concentram 62,4% da população do estado, cobrindo áreas como Natal e sua região metropolitana, além de Mossoró. No entanto, centenas de milhares de potiguares continuam expostos aos riscos que os lixões representam.
A principal justificativa para essa situação, segundo especialistas e gestores, é a falta de recursos para implementar e manter aterros sanitários. No entanto, a presidente da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES), Régia Lúcia Lopes, aponta para outra questão: a resistência dos prefeitos em cobrar pelos serviços de coleta de lixo, conforme prevê o Novo Marco do Saneamento. “Os gestores têm medo de que a cobrança se torne uma arma política contra eles, mas isso impede a solução do problema”, critica Régia.
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