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Mesmo preso na sede da Polícia Federal em Brasília, Jair Bolsonaro (PL) fez sua primeira declaração sobre a disputa presidencial de 2026: o escolhido para representar seu grupo político será o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu filho mais velho. A informação foi revelada a interlocutores próximos nesta semana e marca a primeira vez que o ex-presidente indica um membro da família como nome para a sucessão presidencial.
Estratégia passa por agenda nacional e apoio de governadores
De acordo com a avaliação de Bolsonaro, Flávio deve intensificar as agendas públicas nos próximos meses, ganhando musculatura política e visibilidade nacional. A estratégia inclui viagens pelo país, participação em debates e embates diretos com o governo Lula, além do apoio de governadores aliados, como Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Cláudio Castro (PL-RJ), que devem oferecer palanques regionais à campanha.
Nome visto como “moderado” e confiável para a elite política
Nos bastidores da família Bolsonaro, Flávio é considerado o nome com maior capacidade de dialogar com diferentes setores da política e da economia. Seu perfil mais moderado — em contraste com os irmãos — é apontado como uma forma de oferecer “previsibilidade” à classe política e ao mercado, fatores considerados essenciais para conquistar o centro político.
Michelle mira o Senado; vice pode vir de partido de centro
A movimentação para 2026 também envolve Michelle Bolsonaro, que é cotada para disputar uma vaga no Senado pelo Distrito Federal. A formação da chapa presidencial deve incluir um vice de centro, estratégia pensada para ampliar o leque de alianças e reduzir resistências institucionais.
Do lado do governo, setores do PT defendem a recondução de Geraldo Alckmin (PSB) como vice do presidente Lula (PT), sinalizando que a dobradinha da eleição passada poderá ser mantida.

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