A capital federal está provando que filas gigantescos na saúde pública não são inevitáveis. Em apenas seis meses, o Distrito Federal conseguiu cortar quase pela metade o tempo de espera por cirurgias eletivas e transformou o atendimento oncológico.
Os números impressionam: queda de 44% nas filas de cirurgia entre setembro de 2025 e março deste ano. Para pacientes com câncer, a espera pelo primeiro atendimento despencou de 81 para apenas 17 dias.
Como Brasília conseguiu esse resultado
O segredo está em dois programas bem estruturados. O “OperaDF” reorganizou completamente o sistema de cirurgias eletivas, credenciando hospitais particulares e aumentando a oferta em 70,6%.
Isso significa 9.792 cirurgias a mais realizadas em meio ano. A oftalmologia, uma das especialidades com maiores gargalos, ganhou reforço de nove hospitais credenciados.
Já o programa “O Câncer Não Espera” integrou os serviços e otimizou fluxos. O tratamento oncológico agora começa em até 24 dias após o diagnóstico da necessidade.
E no Rio Grande do Norte?
A comparação é inevitável. Enquanto Brasília celebra esses avanços, pacientes potiguares ainda enfrentam esperas que se arrastam por meses ou até anos para procedimentos básicos.
A diferença não está só no orçamento — embora o DF tenha vantagens óbvias. Está na organização, no planejamento e na vontade política de resolver gargalos históricos.
O caso brasiliense mostra que é possível sim reduzir filas na saúde pública. Cristiane Rosa, de 47 anos, que fez mastectomia com reconstrução pelo SUS local, resume: “Consigo fazer meus exames com muita agilidade. Isso me dá segurança”.
Modelo pode ser replicado
Os hospitais credenciados no DF precisam oferecer consultas antes e depois das cirurgias, avaliação cardiológica prévia, acompanhamento anestésico e todos os insumos necessários.
É um modelo que exige investimento inicial, mas que se paga com a redução de complicações e a melhoria na qualidade do atendimento.
A pergunta que fica é: se Brasília conseguiu, por que outros estados não conseguem? A resposta está mais na gestão do que no dinheiro disponível.
Com informações de Metrópoles.
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