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Home » Enquanto o RN sofre com filas eternas, Brasília resolve cirurgia e câncer em semanas

Enquanto o RN sofre com filas eternas, Brasília resolve cirurgia e câncer em semanas

Dinarte Assunção Por Dinarte Assunção
9 de abril de 2026
Tempo de Leitura: 2 mins
Fotografia colorida mostrando cirurgia-Metrópoles

Foto: Metrópoles

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A capital federal está provando que filas gigantescos na saúde pública não são inevitáveis. Em apenas seis meses, o Distrito Federal conseguiu cortar quase pela metade o tempo de espera por cirurgias eletivas e transformou o atendimento oncológico.

Os números impressionam: queda de 44% nas filas de cirurgia entre setembro de 2025 e março deste ano. Para pacientes com câncer, a espera pelo primeiro atendimento despencou de 81 para apenas 17 dias.

Como Brasília conseguiu esse resultado

O segredo está em dois programas bem estruturados. O “OperaDF” reorganizou completamente o sistema de cirurgias eletivas, credenciando hospitais particulares e aumentando a oferta em 70,6%.

Isso significa 9.792 cirurgias a mais realizadas em meio ano. A oftalmologia, uma das especialidades com maiores gargalos, ganhou reforço de nove hospitais credenciados.

Já o programa “O Câncer Não Espera” integrou os serviços e otimizou fluxos. O tratamento oncológico agora começa em até 24 dias após o diagnóstico da necessidade.

E no Rio Grande do Norte?

A comparação é inevitável. Enquanto Brasília celebra esses avanços, pacientes potiguares ainda enfrentam esperas que se arrastam por meses ou até anos para procedimentos básicos.

A diferença não está só no orçamento — embora o DF tenha vantagens óbvias. Está na organização, no planejamento e na vontade política de resolver gargalos históricos.

O caso brasiliense mostra que é possível sim reduzir filas na saúde pública. Cristiane Rosa, de 47 anos, que fez mastectomia com reconstrução pelo SUS local, resume: “Consigo fazer meus exames com muita agilidade. Isso me dá segurança”.

Modelo pode ser replicado

Os hospitais credenciados no DF precisam oferecer consultas antes e depois das cirurgias, avaliação cardiológica prévia, acompanhamento anestésico e todos os insumos necessários.

É um modelo que exige investimento inicial, mas que se paga com a redução de complicações e a melhoria na qualidade do atendimento.

A pergunta que fica é: se Brasília conseguiu, por que outros estados não conseguem? A resposta está mais na gestão do que no dinheiro disponível.

Com informações de Metrópoles.

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Tags: Fila de Cirurgiasaúde públicaSUS
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