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Parte dos vereadores da Câmara Municipal de Natal ainda evita cravar posicionamento sobre o relatório que recomenda a cassação de Brisa Bracchi (PT), acusada de irregularidades na campanha eleitoral. O cenário nos bastidores revela insegurança entre os parlamentares, especialmente diante de possíveis consequências judiciais.
O relatório, de acordo com apuração do Blog do Dina, caminha para recomendar a cassação. Apesar disso, aliados da base do governo municipal ainda hesitam quanto ao voto, e a composição do placar final permanece instável.
Incertezas na base governista
Para ser cassada, Brisa precisa receber o voto de 20 vereadores. As contas mais otimistas apontam que esse é exatamente o número máximo de pessoas dispostas a votarem nela. Mas há meandros que só a política explica, e a cassação é incerta.
A indefinição sobre a cassação de Brisa concentra-se, principalmente, entre vereadores ligados à base governista, como Claudio Custódio, Tássio de Eudiane, Herbert Senna e Eribaldo. Apesar de fazerem parte do grupo que apoia a atual gestão, a tendência é que não votem pela cassação da colega.
Outro fator de pressão envolve o receio de retaliações judiciais. Os vereadores Daniel Rendal e Irapoã, também da base governista, são citados por colegas como indecisos, receando implicações na Justiça Eleitoral, onde enfrentam ação de abuso de poder político e econômico.
Seis votos já estariam fora do jogo
De acordo com a contagem dos bastidores, sete votos estariam a favor de Brisa. Somados os quatro vereadores mencionados anteriormente, acrescentam-se Daniel Valença, Samanda Alves e Thabatta Pimenta. Brisa, denunciada, e Matheus Faustino, denunciante, não votam.
Com isso, restariam exatamente 20 vereadores para cassação de Brisa. Seria preciso que todos eles votassem pela cassação para a vereadora perder seu mandato.
Prefeito distante da articulação
Apesar de o caso ter grande repercussão política, a cúpula do Executivo municipal adota postura de distância, também conforme apuração coletada com vereadores. Segundo apuração do Blog do Dina, o prefeito Paulinho Freire evita se envolver diretamente na articulação dos votos da cassação de Brisa. Internamente, prega que, se a acusada fosse de seu grupo político, haveria intensa mobilização contrária. Ainda assim, sua atuação tem sido de cautela.
A ausência de liderança clara do Executivo deixa o cenário ainda mais imprevisível, abrindo margem para mudanças de voto até o momento da sessão.
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