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Uma desempregada, um dono falso e um jovem ostentação: o trio improvável da Operação Amicis

Dinarte Assunção Por Dinarte Assunção
8 de julho de 2025
Tempo de Leitura: 13 mins
Uma desempregada, um dono falso e um jovem ostentação: o trio improvável da Operação Amicis
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O que você vai ler:

  • A desempregada milionária
  • O proprietário fantasma
  • O “jovem da BMW”
  • Outro Lado

Na manhã de 25 de junho de 2025, equipes da Polícia Civil cercaram endereços discretos em Natal e outras seis cidades potiguares, prontas para deflagrar a Operação Amicis. O nome – latim para “amigos” – aludia aos laços de confiança pessoal entre os membros do grupo. Foram cumpridos 53 mandados de busca e apreensão, inclusive em condomínios de luxo, escritórios de contabilidade, lojas de roupa e até numa famosa academia de Natal, numa ofensiva que mobilizou cerca de 200 agentes e resultou no bloqueio de mais de R$ 150 milhões em bens e valores.

Nos dias seguintes, conforme os autos da investigação sigilosa e obtida exclusivamente pelo Blog do Dina, emergiu uma trama digna de romance policial: um esquema complexo que movimentou dezenas de milhões de reais em dois anos usando identidades emprestadas. Segundo a apuração, os envolvidos formavam uma rede empresarial estruturada com uso de “laranjas” – pessoas que cediam seus nomes para ocultar a origem ilícita dos recursos e blindar os verdadeiros beneficiários.

Curiosamente, o perfil desses laranjas evoluiu: se inicialmente recrutavam indivíduos em situação financeira vulnerável, depois passaram a cooptar também jovens de classe média alta, bem instruídos e exibidos nas redes sociais. A seguir, conhecemos três figuras centrais da Operação Amicis: Joyce Karolyne, João Pereira e Lucas Ananias – amigos ocultos que deram rosto e nome a negócios sujos.

A desempregada milionária

Oficialmente, nos papéis do estado brasileiro, desempregada aos 29 anos, Joyce Karolyne de Moura Alexandrino de Lima vivia uma rotina modesta como esteticista. Nada em sua aparência discreta sugeria a “empresária” por trás de cifras milionárias. Mas nos papéis, Joyce figurava como sócia única da JK de Moura Tecidos e Estampas Ltda., firma de fachada registrada com capital social elevado.

Essa empresa de confecções – cuja sigla “JK” ecoa as iniciais de Joyce – tornou-se peça-chave no esquema criminoso liderado por Marcelo Spyrides Cunha, Layana Soares da Costa e João Eduardo Costa de Souza. Evidências colhidas pela polícia revelam que Joyce atuava conscientemente como laranja do grupo, emprestando seu nome para dissimular operações financeiras ilícitas e ocultar patrimônio em benefício dos líderes da organização. Em outras palavras, ela sabia que era o escudo deles – e desempenhou o papel com zelo documental.

A JK de Moura Tecidos era uma fábrica de aparências. Embora declarada como comércio de roupas, a empresa participou de transações estranhas ao ramo têxtil. Em abril de 2022, por exemplo, emitiu quatro cheques para a SPY Comercial – empresa de Marcelo Spyrides – totalizando R$ 30 mil. Os cheques foram estrategicamente fracionados em valores abaixo de R$ 10 mil cada, numa manobra típica de lavagem de dinheiro para evitar alertas dos órgãos de controle. Um desses cheques foi apreendido na casa de Marcelo; no verso, constavam anotações de devolução por falta de fundos e o nome e telefone de Layana Soares, esposa de João Eduardo, escrito à mão – sinal de como os verdadeiros operadores monitoravam de perto as movimentações feitas em nome de Joyce.

A investigação financeira revelou mais anomalias. Relatórios do COAF destacaram a JK de Moura por transitar altos valores entre empresas de fachada e envolvidos, inclusive indivíduos ligados a um esquema de adulteração de chassis de veículos. E embora tivesse objeto social humilde (venda de tecidos), a empresa apareceu como proprietária de R$ 908.727,00 em veículos – em sua maioria caminhões registrados no distante estado do Pará. Era uma quantia incompatível com qualquer butique de bairro, mas perfeitamente coerente para uma engrenagem de lavagem de dinheiro. Em suma, a JK de Moura Tecidos, na verdade, servia para lavar dinheiro e ocultar bens do grupo criminoso, com Marcelo Spyrides colhendo benefícios diretos dessas operações opacas, segundo as investigações.

Joyce entrou nesse jogo a convite dos chefes. Uma troca de mensagens extraída do celular de Marcelo mostra que o CNPJ da JK de Moura originalmente fora aberto em nome de um terceiro “laranja” e depois transferido para Joyce Karolyne, a pedido de João Eduardo. Ou seja, desde o início ela foi colocada deliberadamente como testa de ferro em negócios de interesse do grupo.

Em 5 de janeiro de 2022, Layana Soares avisou a Marcelo que Joyce estaria presente para assinar um documento cujo reconhecimento de firma seria necessário – indicativo de que a jovem atuava ativamente dando validade formal aos atos do esquema. Poucos dias depois, em 13 de janeiro, nova mensagem mostra Layana informando que Joyce assinaria um contrato perante o Banco do Nordeste, ao que Marcelo responde com um enigmático “faz 5k aí”, possivelmente uma referência a pagamento ou acréscimo de R$ 5 mil (quem sabe, a “comissão” pela assinatura).

Na prática, Joyce emprestava sua identidade para tudo que os chefes precisassem: abriu contas bancárias, movimentou valores suspeitos e firmou contratos. Sua assinatura consta no contrato de locação da loja Schalk no Shopping Cidade Jardim, em Natal – empreendimento de fachada que funcionava em um shopping de classe alta, enquanto os verdadeiros donos permaneciam nas sombras.

Constam ainda assinaturas dela em contratos de aquisição de veículos de alto valor (como um caminhão Mercedes-Benz) e em cheques que serviram à lavagem, todos documentos apreendidos que comprovam sua participação ativa. Não surpreende que, diante de dívidas não pagas e processos judiciais contra a JK de Moura, ninguém jamais tenha encontrado Joyce nos endereços fornecidos pela empresa. A moça era um fantasma burocrático: existia para os papéis, mas não para os credores ou fiscais. Contudo, ao dissecar os autos, os investigadores concluíram sem hesitar: longe de inocente usada, Joyce integrava conscientemente os negócios fraudulentos da organização criminosa, contribuindo de forma relevante para lavar dinheiro e engordar o caixa dos líderes. Numa das buscas que se tentou fazer no endereço de sua empresa como estava no papel, investigadores se depararam com a imagem abaixo:

IMAGEM GOOGLE DO LOCAL PARA ONDE FOI TRANSFERIDA A EMPRESA J K DE MOURA
TECIDOS E ESTAMPAS.

O proprietário fantasma

Nas redes sociais, João Pereira da Silva Neto, 31 anos, exibia uma vida de ostentação: fotos na academia, em festas e viagens, quase sempre sem camisa, mostrando a forma física. Em nenhuma publicação, porém, mencionava ser empresário. Causa estranheza – apontaram os investigadores – que o suposto dono de duas lojas de roupa em Natal jamais falasse delas online.

A razão ficou clara na manhã da operação policial. Ao chegarem com um mandado à loja Schalk Alecrim, no tradicional bairro do Alecrim, os agentes foram recebidos não por João, o proprietário formal, mas por Layana Soares da Costa, esposa de João Eduardo. Foi ela quem se apresentou como responsável pelo estabelecimento, acompanhando a revista do local ao lado de um advogado. Essa cena inusitada – a mulher de um dos líderes “tocando” a loja na ausência do dono oficial – serviu como prova concreta de que João Pereira era apenas um proprietário de fachada. Seu nome constava nos papéis da Schalk Alecrim (e também da filial Schalk Cidade Verde, outra loja na Grande Natal), mas quem mandava de fato eram João Eduardo e Layana.

João Pereira entrou no negócio para substituir um laranja anterior. Meses antes, um dos envolvidos, Luanderson Lima, que figurava como sócio da Schalk Alecrim, retirou-se da sociedade e “deu lugar” a João. A troca sugere que João foi cooptado pelo círculo próximo dos líderes para assumir o posto vazio – provavelmente por ter a confiança deles e o perfil desejado.

No caso, um rapaz de classe média, boa aparência, habituado ao ambiente de academia e baladas, que não levantaria suspeitas por exibir um padrão de vida confortável. De fato, João se encaixa naquele novo perfil de laranja “bem relacionado” mencionado pela polícia. Ele era amigo do casal Layana e João Eduardo e aceitou ser dono de mentira das lojas, enquanto mantinha sua rotina normal.

E a rotina de João era bem menos glamourosa do que seu Instagram fazia crer. Uma sequência de stories postados por ele em fevereiro de 2024 entregou um detalhe revelador: ao fundo dos vídeos que ele gravou falando ao telefone, podia-se identificar a fachada espelhada do Edifício Plenarium, um prédio comercial em Lagoa Nova, zona sul de Natal.

Os investigadores compararam as imagens com o Google Maps e confirmaram: até poucas semanas antes de a Operação Amicis ser deflagrada, João Pereira trabalhava naquele edifício de escritórios. Ou seja, enquanto figurava como proprietário de duas lojas de roupas supostamente prósperas, ele na verdade batia ponto como funcionário em outro lugar. Talvez por isso nunca tenha se gabado dos empreendimentos: ele sabia que eram de mentira, e limitaram-se a usá-lo como “homem de palha”.

As lojas Schalk sob titularidade de João eram parte fundamental do esquema de fraudes. Funcionavam como pontos de venda legítimos, com CNPJ, inscrição estadual e contas bancárias – mas reportavam-se secretamente aos verdadeiros donos. Documentos apreendidos na Schalk Alecrim, por exemplo, incluíam contas de energia e anotações contábeis em nome de outra empresa, MGS Comércio Varejista, já baixada um ano antes.

Havia também manuscritos registrando pagamentos à SPY Comercial, de Marcelo Spyrides, sugerindo que parte das vendas ou recursos da loja eram desviados para a empresa do chefe. Além disso, nas redes sociais das lojas Schalk era comum marcarem o perfil de Layana Soares, engrandecendo-a como “mentora” ou “colaboradora” – mais um indício de quem de fato administrava o negócio fantasma. Já João, o dono oficial, limitava-se a assinar documentos quando necessário e, ao que tudo indica, emprestar contas bancárias pessoais para movimentações suspeitas: em uma das descobertas da investigação, um seguro de BMW em nome de um terceiro foi pago através da conta de João Pereira – um detalhe que o vincula diretamente ao fluxo financeiro clandestino comandado por Marcelo.

Ao fim, João Pereira da Silva Neto revelou-se apenas mais um engrenagem dócil na máquina de fraudes. Sua vida dupla – marombeiro das mídias sociais de dia, empresário fantasma nos contratos – ilustra bem o espírito da Operação Amicis. Amigos e familiares próximos serviam de escudo para que os líderes prosperassem sem se expor. João cedeu seu CPF e nome limpo para abrir empresas, comprar mercadorias e até adquirir carros. Quando as autoridades finalmente puxaram o fio, lá estava ele: dono de tudo e de nada ao mesmo tempo, refletindo a velha máxima de que, em certos círculos, amigos de verdade servem até para virar laranja.

O “jovem da BMW”

Quando os policiais investigaram a origem de uma Land Rover Discovery preta 2019 usada frequentemente por João Eduardo, chegaram a um nome inesperado: Lucas Ananias Lopes Vieira de Sousa, 35 anos. Lucas tem um estilo nas redes de influenciador digital de lifestyle que ostentava carros importados, looks de grife e viagens em seu perfil do Instagram.

Bem relacionado e sempre sorridente nas fotos, ele passava a imagem de um empreendedor de sucesso ou herdeiro abastado. Na verdade, como se descobriria, Lucas emprestava seu nome para ocultar patrimônio alheio e lavar dinheiro do grupo de Marcelo Spyrides. A luxuosa BMW 320i branca ano 2018 e a Land Rover Discovery 2019 registradas em seu nome eram utilizadas pelos líderes do esquema, servindo para esconder de credores e fiscais os verdadeiros donos dos possantes. Em junho de 2024, Lucas chegou a postar fotos ao volante de sua BMW reluzente, colhendo curtidas e comentários invejosos – sem que seus seguidores imaginassem que aquele veículo de centenas de milhares de reais talvez não fosse fruto apenas de seu “trabalho” de influenciador.

Lucas entrou na mira da Operação Amicis graças a uma denúncia anônima. Alguém informou à delegacia que João Eduardo, o cabeça do esquema, circulava por aí em uma Discovery registrada em nome de Lucas. A partir daí, a polícia puxou a ficha de Lucas Ananias e descobriu coincidências demais para serem inocentes.

Para começar, Lucas era amigo próximo de João Pereira – o laranja das lojas Schalk – e também seguia João Eduardo nas redes sociais. Frequentava os mesmos eventos e aparecia em fotos junto com eles. Mais um “amigo” no círculo íntimo. Além disso, Lucas mantinha vínculos empresariais suspeitos.

Ele figurava como sócio de uma empresa de fachada chamada L.A. Serviços de Saúde Ltda., registrada no mesmo endereço de uma academia de ginástica chamada Pulse – curiosamente, o mesmo local onde funcionava uma das lojas Schalk de João Pereira. Essa empresa de Lucas, apesar de razão social na área de saúde, aparentemente nada produzia de concreto, servindo principalmente para girar grandes somas de dinheiro em pouco tempo.

Em apenas 40 dias, uma conta vinculada a uma loja de veículos em nome de Lucas movimentou cerca de R$ 800 mil. E num período de quatro meses, a L.A. Serviços de Saúde chegou a movimentar R$ 645 mil em sua conta, valor absolutamente incompatível com qualquer negócio legítimo conhecido de Lucas. Para efeito de comparação, esse montante superava em muito, por exemplo, a receita de clínicas de estética de médio porte na cidade.

Um detalhe amarrava Lucas ainda mais fortemente ao núcleo do esquema: o contador. A L.A. Serviços de Saúde e as lojas Schalk (bem como diversas outras empresas investigadas) compartilhavam o mesmo contador, o sr. José Ildo Pereira Leonardo. Esse contador, apurou-se, era o principal executor das fraudes contábeis arquitetadas por João Eduardo – o “mago” por trás das papeladas frias.

Assim, quando a polícia viu que Lucas empregava o mesmíssimo escritório de contabilidade dos demais envolvidos, ficou evidente que ele não era um jovem rico por mérito próprio, mas sim mais um testa de ferro integrado à quadrilha. Os laços de amizade viraram laços societários: Lucas, João Pereira, Layana, João Eduardo – todos atados pela contabilidade criativa de José Ildo.

Nas trocas de mensagens interceptadas, há sinais de que Lucas recebia instruções e repassava dinheiro conforme as ordens de cima. Em certa ocasião, identificou-se Lucas transferindo R$ 151.850,00 para uma empresa de fachada de construção civil (L.L. Construções), possivelmente para esquentar valores desviados. Em outra, notou-se que uma chave PIX antes associada à conta de Joyce Karolyne passou a ser usada pela empresa de João Eduardo na loja Schalk Cidade Verde – demonstração de como as identidades e recursos de Joyce, João e Lucas se misturavam conforme a conveniência dos líderes.

Lucas, com sua BMW e discursos motivacionais de Instagram, fornecia uma cortina de fumaça perfeita: quem desconfiaria do “boa vida” da internet? No balanço da polícia, porém, era um dos principais laranjas do bando, peça indispensável para ocultar carros de alto luxo e dar vazão a dinheiro sujo sem levantar suspeitas.

Outro Lado

O Blog do Dina procurou os três personagens desta matéria por mensagem no Instagram. Até a publicação desta reportagem, nenhum havia respondido ao pedido de esclarecimentos.

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