Depois de meses fazendo o brasileiro sofrer no bolso, o diesel finalmente deu uma pequena trégua. O combustível recuou 0,2% nos postos, chegando a R$ 7,43 em média nacional, segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP).
É a primeira queda desde que começaram os bombardeios no Oriente Médio, no final de fevereiro. Desde então, o litro do diesel disparou — saiu de R$ 6,08 no início de março e chegou a custar R$ 6,80 duas semanas depois.
Alívio tímido, mas bem-vindo
A gasolina também caiu, mas foi mixaria: apenas um centavo, ficando em R$ 6,77. O etanol desceu para R$ 4,69.
Para quem mora no Rio Grande do Norte, essa pequena queda pode significar um alívio real no orçamento. Afinal, o diesel move os caminhões que trazem alimentos, medicamentos e mercadorias para o estado. Quando o combustível sobe, tudo fica mais caro.
O conflito internacional fez o petróleo Brent disparar mais de 60%, chegando a US$ 118 por barril. Na sexta-feira passada, fechou a US$ 94,33 — ainda alto, mas em queda.
Governo pressiona, fiscalização aumenta
O Governo Federal vem anunciando medidas para segurar o diesel desde março: subsídios, isenção de impostos federais, pressão sobre distribuidoras.
Segundo especialistas do setor, o que realmente está fazendo diferença é o aumento da fiscalização. A ANP e a Polícia Federal intensificaram as operações contra preços abusivos em distribuidoras e postos.
A agência também criou um canal específico para denúncias de irregularidades nos combustíveis e no gás de cozinha.
Será que vai durar?
A grande pergunta é se essa queda vai se sustentar ou se é apenas um respiro temporário. O mercado internacional ainda está instável, e qualquer escalada no conflito pode fazer os preços voltarem a subir.
Para o consumidor potiguar, que já sente no bolso o peso do transporte e dos alimentos, qualquer alívio é bem-vindo — mesmo que seja de apenas alguns centavos por litro.
Com informações de G1.
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