A BRGD, empresa que repassava entre R$ 300 mil e R$ 500 mil por mês ao senador Ciro Nogueira (PP-PI), não tinha recursos próprios para sustentar esses pagamentos. A companhia do grupo de Daniel Vorcaro funcionava no vermelho e só conseguia honrar as transferências graças a aportes pessoais do banqueiro.
A revelação consta em documentos da Polícia Federal obtidos pela investigação que apura o esquema envolvendo o senador piauiense. Os dados mostram uma operação financeira peculiar: uma empresa deficitária que mantinha generosos repasses mensais.
O esquema revelado
Segundo a PF, a BRGD não possuía receita suficiente para cobrir seus gastos operacionais, muito menos para destinar centenas de milhares de reais mensalmente a Ciro Nogueira. O dinheiro vinha diretamente do bolso de Daniel Vorcaro.
Os investigadores identificaram que os aportes do banqueiro mantinham a empresa artificialmente ativa. Sem esses recursos pessoais, a BRGD não teria condições de operar, quanto mais de financiar as polpudas transferências ao parlamentar.
A descoberta levanta questões sobre a natureza real desses pagamentos. Se a empresa não tinha recursos próprios e dependia do dinheiro pessoal do banqueiro, os repasses para o senador assumem contornos diferentes dos apresentados inicialmente.
Os valores transferidos chegavam a R$ 500 mil mensais, quantia que representava uma fatia significativa dos recursos que Vorcaro injetava na BRGD. A operação sugere um canal direto entre o patrimônio pessoal do banqueiro e os cofres do senador, apenas mascarado pela estrutura empresarial.
Com informações do UOL.
https://noticias.uol.com.br/colunas/natalia-portinari/2026/05/07/empresa-que-pagava-mesada-de-r-500-mil-a-ciro-dependia-de-vorcaro-diz-pf.htmEntre no grupo do Blog do Dina e receba tudo antes de sair no site.



