O ministro André Mendonça decidiu que Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, irmão do senador Ciro Nogueira (PP-PI), deve usar tornozeleira eletrônica. A medida faz parte da nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o parlamentar e o Banco Master.
Até as 10h desta quinta-feira (7), o irmão de Ciro Nogueira ainda não havia comparecido à Central de Monitoramento Eletrônico de Teresina para colocar o equipamento. Ele tem prazo de 24 horas para se apresentar, segundo informou a gerente do local.
Medidas impostas pelo STF
Além da tornozeleira eletrônica, Raimundo Nogueira está proibido de manter contato com outros investigados e testemunhas. O ministro também determinou que ele entregue o passaporte à Polícia Federal em 48 horas e não pode sair da cidade onde mora sem autorização judicial.
A investigação aponta que Raimundo administra a CNLF Empreendimentos Imobiliários, empresa que seria usada para repassar vantagens financeiras ao senador. Uma transação chamou atenção dos investigadores: a compra de 30% da Green Investimentos por R$ 1 milhão, quando as ações valiam cerca de R$ 13 milhões no mercado.
Empresas suspensas
O ministro determinou a suspensão imediata das atividades de quatro empresas ligadas ao esquema: CNLF Empreendimentos, BRGD S.A., Green Investimentos S.A. e Green Energia FIP Multiestratégia. Segundo a PF, essas companhias eram usadas para dar aparência legal a recursos de origem criminosa.
A CNLF, em particular, não tem funcionários registrados e opera no mesmo endereço de outra empresa da família Nogueira, conforme o relatório policial.
A defesa de Ciro Nogueira nega irregularidades e critica as medidas das investigações. Os advogados questionam decisões baseadas em mensagens entre terceiros e afirmam que o senador está à disposição da Justiça.
Com informações de G1.
https://g1.globo.com/pi/piaui/noticia/2026/05/07/caso-master-irmao-ciro-nogueira.ghtmlEntre no grupo do Blog do Dina e receba tudo antes de sair no site.



