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Eraldo, um dos principais nomes envolvidos na recente eleição interna do PT em São Gonçalo do Amarante, divulgou nesta quarta-feira uma nota oficial sobre os episódios que marcaram o processo eleitoral no município.
No texto, Eraldo afirma que optou inicialmente pelo silêncio para focar no diálogo e na busca por votos, mas que os fatos recentes o obrigaram a se manifestar publicamente.
Ele denuncia práticas que, segundo ele, ferem a democracia interna do partido, como o uso da máquina pública e interferências do Executivo municipal e estadual na disputa. Eraldo afirma ter recebido áudios e relatos de ameaças e tentativas de intimidação por parte de apoiadores da chapa adversária, que teriam sido encaminhados à Direção Estadual do PT, mas sem providências tomadas.
Um dos pontos centrais da nota é a acusação contra a diretora-presidente da Potigás, empresa pública estadual, que, segundo Eraldo, esteve presente no local de votação, promovendo atos que configurariam interferência indevida no processo eleitoral.
Eraldo ainda relata ter sido agredido pela própria diretora da Potigás após uma decisão da Comissão Eleitoral de São Gonçalo, classificando a ação como inaceitável e contrária aos princípios do PT.

Nota de esclarecimento na íntegra:
Ao longo de todo o processo eleitoral interno do PT de São Gonçalo do Amarante, optei pelo silêncio. Preferi concentrar minhas energias no diálogo com a militância e na busca por votos, apostando na força da construção coletiva e no respeito às regras partidárias.
Entretanto, diante dos fatos que se tornaram públicos e especialmente os episódios de tumulto promovidos pela chapa derrotada, inconformada com o resultado da eleição, não posso mais me calar.
Infelizmente, o processo foi marcado por práticas que ferem a democracia interna do partido: uso da máquina pública e interferências do Executivo municipal e estadual com tentativas claras de intimidação. Durante a disputa, recebi áudios e relatos que sugerem interferência direta de pessoas ligadas ao Governo do Estado no PED de São Gonçalo. Esses materiais foram encaminhados à Direção Estadual do PT, que não tomou nenhuma providência.
Em alguns desses áudios, apoiadores da chapa adversária que, na última eleição municipal, sequer apoiaram os candidatos do PT, chegaram ao absurdo de ameaçar me expulsar do partido ao qual dediquei toda a minha vida, sem qualquer justificativa plausível.
Lamentavelmente, esse foi o tom que imperou ao longo de todo o processo.
No dia da votação, os ataques e provocações se intensificaram. E, para minha surpresa, foram conduzidos diretamente pela Diretora-Presidente da Potigás, a segunda maior empresa pública do Rio Grande do Norte. Sua presença constante no local de votação, batendo lista, abordando militantes e mobilizando eleitores reforça as denúncias de interferência do Executivo estadual, que encaminhei à direção do partido. Além disso, fere frontalmente as normas internas do PT e demonstra interferência na eleição interna do partido.
O cúmulo dessa atuação foi a agressão que sofri da própria diretora da estatal, após uma decisão da Comissão Eleitoral de São Gonçalo.
Essa conduta é inaceitável. Desrespeita a militância, fere a autonomia do partido em São Gonçalo e compromete profundamente os princípios que o PT defende.
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