A Federação das Indústrias de São Paulo entrou em campo contra o possível tarifaço americano. A Fiesp divulgou nota oficial manifestando “profunda preocupação” com as tarifas de 25% que os Estados Unidos querem aplicar sobre produtos brasileiros.
A reação da entidade veio um dia depois de Washington anunciar a proposta punitiva. O Escritório do Representante Comercial americano (USTR) quer taxar as importações do Brasil como resposta às práticas que considera “irrazoáveis” — principalmente o Pix.
“A proposta apresentada contém um forte impacto negativo para as relações comerciais bilaterais e na competitividade do Brasil”, escreveram o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, e Roberto Azevêdo, do Conselho Superior de Relações Exteriores da federação.
Diplomacia empresarial entra em ação
A federação paulista não ficará de braços cruzados. No comunicado, a Fiesp promete “colaborar com as autoridades” e diz que “seguirá empenhada na diplomacia empresarial para reverter as medidas propostas ou mitigar seus impactos”.
A investigação americana se baseou na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. Washington ouviu mais de 30 pessoas e recebeu quase 300 comentários ao longo do processo que durou um ano.
Nem todos os produtos brasileiros entrariam na mira das tarifas americanas. A proposta prevê isenções para carnes, frutas, café e materiais informativos — itens que os EUA consideram essenciais para seu mercado interno.
Impacto potiguar na berlinda
O Rio Grande do Norte pode sentir o baque das tarifas americanas. O estado exporta frutas e produtos industriais para os Estados Unidos, setores que podem ser diretamente afetados pelo novo regime tarifário.
A proposta agora passa por audiências públicas. O prazo para comentários vai até 1° de julho, com a primeira audiência marcada para 6 de julho. A decisão final sobre aplicar as tarifas caberá a Donald Trump.
A tensão comercial entre Brasil e EUA já vem de longa data. Em julho do ano passado, Trump determinou a abertura da investigação, logo após taxar produtos brasileiros em 50%. Desde então, Lula e Trump se encontraram várias vezes para discutir o tema — a mais recente foi em maio, na Casa Branca.
Com informações de Metrópoles.
https://www.metropoles.com/negocios/industria/fiesp-diz-ver-novo-tarifaco-com-preocupacao-e-pede-reacao-do-governoEntre no grupo do Blog do Dina e receba tudo antes de sair no site.



