A estratégia de Flávio Bolsonaro para 2026 tem uma palavra-chave: moderação. O senador está montando uma equipe de comunicação com a missão específica de apresentá-lo a eleitores que não se identificam com o bolsonarismo tradicional.
Depois de construir apoios em mais de 20 estados, a pré-campanha agora foca na estrutura interna. Nas últimas semanas, o filho mais velho do ex-presidente contratou profissionais de marketing político com experiência em campanhas de perfis diferentes.
A equipe que vai moldar a imagem
Fernando Nascimento Pessoa, que cuidava das redes sociais de Flávio no Senado, foi liberado do gabinete para se dedicar exclusivamente à campanha. É um sinal de que a estratégia digital será central na operação.
Também entrou no time Marcos Carvalho, da empresa AM4, especialista em planejamento estratégico e uso de dados. O currículo de Carvalho chama atenção: trabalhou tanto na campanha de Bolsonaro em 2018 quanto na de Lula em 2022.
As conversas chegaram a avançar com Paulo Vasconcelos, mas o marqueteiro acabou ficando com Ronaldo Caiado, que também disputa a Presidência pelo PSD.
Rogério Marinho assume o comando
Quem vai coordenar toda a operação é o senador Rogério Marinho, do Rio Grande do Norte. O ex-ministro de Bolsonaro ficará responsável tanto pela elaboração do plano de governo quanto pela estratégia de espalhar candidatos alinhados pelo país.
Marinho tem uma tarefa ambiciosa: fazer o PL competir em governos estaduais de grandes colégios eleitorais, como Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. A legenda já tem pré-candidatos em 12 estados.
A influência do senador potiguar se estende também às articulações com outros partidos. Cinco estados já têm alianças encaminhadas com União Brasil e PP, siglas que Flávio quer trazer para seu projeto nacional.
O discurso da mudança
Os marqueteiros contratados defendem uma linha clara: apresentar Flávio como um projeto de futuro, não apenas como oposição ao governo Lula. A orientação é evitar confrontos desnecessários e focar em propostas.
A avaliação interna é que o brasileiro quer mudança, mas não necessariamente radicalização. Por isso, a campanha deve explorar o desgaste do governo sem cair na polarização que marcou as eleições anteriores.
Para a equipe, Flávio tem chances reais de vitória no primeiro turno, desde que não cometa erros básicos como comprar brigas desnecessárias ou focar demais em ataques ao PT.
Com informações do UOL.
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