O Brasil bateu um recorde que ninguém queria ver: a carga tributária atingiu 32,4% do PIB em 2025, o maior patamar desde que a série histórica começou a ser medida em 2010.
Na prática, isso significa que de cada R$ 100 produzidos no país, R$ 32,40 foram direto para os cofres públicos. Um aumento de 0,18 ponto percentual em relação ao ano anterior.
Para o trabalhador potiguar, esse peso se traduz em menos dinheiro no bolso. Cada salário, cada produto comprado, cada serviço contratado carrega essa conta tributária que só cresce.
O que puxou os impostos para cima
O governo federal foi o grande responsável pelo aumento. Elevou impostos como o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e passou a arrecadar mais com Imposto de Renda retido na fonte.
A justificativa oficial? O crescimento da massa salarial e a criação de empregos formais fizeram a arrecadação subir. Ou seja: quanto mais gente trabalha, mais imposto o governo arrecada.
A Previdência Social também pesou na conta, com mais 0,12 ponto percentual do PIB. A reoneração da folha de pagamentos — um aumento de tributo que havia sido suspenso — voltou a incidir sobre as empresas.
Divisão da conta tributária
Do total de impostos pagos pelos brasileiros:
• União ficou com 21,6% do PIB
• Estados arrecadaram 8,38% do PIB
• Municípios levaram 2,42% do PIB
No Rio Grande do Norte, isso se reflete no ICMS que pesa no combustível, na conta de luz, nos produtos básicos. No ISS que encarece serviços. No IPTU que corrói o orçamento das famílias.
A conta poderia ser ainda maior
O Tesouro Nacional mudou a metodologia de cálculo para se adequar aos padrões internacionais e retirou da conta alguns tributos como FGTS e Sistema S.
Se esses impostos entrassem na conta, a carga tributária seria de 34,35% do PIB. Quase 35% de tudo que o país produz indo para impostos.
Para empresas do RN que já enfrentam alta competitividade e custos crescentes, essa pressão tributária limita investimentos e contratações. Para famílias, significa menos poder de compra num momento em que o custo de vida não para de subir.
Com informações de G1.
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