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A Polícia Civil deflagrou nesta quinta-feira (5) uma operação para desarticular uma organização criminosa especializada no golpe do “falso financiamento” de veículos, que vinha atuando em Natal (RN). Quatro pessoas foram presas preventivamente, e dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos em um escritório localizado no bairro do Tirol, onde as fraudes eram operadas.
As investigações apontam que o esquema de financiamento já fez mais de 40 vítimas, e o número pode crescer. Parte das denúncias também está sendo apurada pela Delegacia de Defesa do Consumidor (DECON).
Como o golpe funcionava?
O grupo criminoso clonava anúncios reais de carros e motos publicados em sites e aplicativos, republicando os mesmos anúncios com preços abaixo do mercado para atrair interessados. Quando uma vítima entrava em contato, era convidada a comparecer ao escritório, onde a fraude era aplicada.
Lá, os golpistas se passavam por representantes de empresas de financiamento e induziam os consumidores a assinar contratos e pagar entrada, com a promessa de que o veículo seria entregue em poucos dias.
Na prática, o que os clientes estavam assinando era um contrato de consórcio, sem garantia de contemplação imediata — um detalhe que só ficava claro depois que o dinheiro já havia sido pago.
Vítimas ficavam sem carro e sem reembolso
Ao perceberem que não receberiam o carro, as vítimas tentavam cancelar a transação e reaver o dinheiro pago. Mas a resposta era negativa: não havia reembolso, e os contratos davam respaldo à empresa, mesmo diante da propaganda enganosa.
A Polícia Civil considera que o grupo agia com má-fé e estrutura profissional, iludindo consumidores de boa-fé com promessas enganosas e uso indevido de dados de terceiros.
O que foi apreendido?
Durante as diligências, os policiais apreenderam:
- Documentos e contratos fraudulentos;
- Aparelhos eletrônicos usados para contato com as vítimas;
- Dois veículos de alto valor, registrados em nome dos investigados.
A operação foi coordenada pela Delegacia Especializada em Falsificações e Defraudações (DEFD), que segue com as investigações para identificar outros envolvidos e novas vítimas.
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