O governo federal decidiu trocar o comando do INSS após uma sequência de críticas sobre as longas filas para conseguir benefícios. Gilberto Waller Jr. deixou a direção do instituto, mas a mudança levanta uma questão fundamental: isso vai mesmo resolver o problema de quem espera meses por uma resposta?
A saída do dirigente acontece em meio a pressões crescentes sobre os atrasos na análise de aposentadorias, auxílios-doença e outros benefícios previdenciários. O cenário se repete em todo o país, incluindo aqui no Rio Grande do Norte.
A realidade no RN
No estado potiguar, segurados do INSS enfrentam esperas que podem passar de três meses apenas para conseguir um agendamento. Depois, vem a análise do pedido, que pode levar mais alguns meses dependendo da complexidade do caso.
Em Natal e região metropolitana, as agências do INSS trabalham com agenda lotada. Interior do estado não fica atrás: cidades como Mossoró, Caicó e Pau dos Ferros registram filas enormes tanto presenciais quanto digitais.
A situação se agrava quando o benefício é negado na primeira tentativa. O segurado precisa entrar com recurso, o que adiciona mais meses ao processo. Muitos acabam buscando a Defensoria Pública ou advogados para tentar agilizar via judicial.
Promessas e expectativas
O governo prometeu digitalizar mais processos e contratar novos servidores para reduzir os gargalos. A promessa é diminuir o tempo de espera e melhorar o atendimento, especialmente para casos mais urgentes como auxílio-doença.
Mas especialistas alertam que mudanças na cúpula não resolvem problemas estruturais. O INSS precisa de mais gente trabalhando, sistemas mais eficientes e processos menos burocráticos.
Para quem está na fila esperando, a troca de comando pode até simbolizar uma preocupação do governo com a situação. Mas o que importa mesmo são resultados práticos: conseguir marcar perícia, ter o benefício analisado em prazo razoável e receber uma resposta clara.
A expectativa é que as mudanças prometidas saiam do papel nos próximos meses. Enquanto isso, milhões de brasileiros seguem aguardando – muitos dependendo desse dinheiro para sobreviver.
Com informações de Folha de S.Paulo.
https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/04/sem-bode-expiatorio-reduzir-fila-do-inss-e-obrigacao-de-lula-e-auxiliares.shtml
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