A fama nas redes sociais pode abrir muitas portas. Inclusive as do crime organizado. É o que mostra a operação da Polícia Federal desta quarta-feira (15), que prendeu dois MCs conhecidos nacionalmente por suspeita de comandar um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou R$ 1,63 bilhão.
MC Ryan foi capturado em Bertioga, litoral de São Paulo. Já MC Poze do Rodo teve a prisão cumprida no Rio de Janeiro. Ambos são figuras conhecidas no cenário do funk, com milhões de seguidores nas redes sociais.
O esquema por trás dos palcos
Segundo a investigação, os suspeitos criaram um sistema complexo que misturava suas atividades artísticas com operações financeiras suspeitas. A estratégia era sofisticada: usavam transferências de criptomoedas, transporte de dinheiro físico e operações bancárias de alto valor para “limpar” recursos de origem duvidosa.
A popularidade dos artistas servia como fachada perfeita. Afinal, quem questionaria grandes movimentações financeiras de celebridades que lotam shows e vendem milhões de streams? Era a cortina de fumaça ideal para operações milionárias.
Além das prisões
A operação não se limitou às prisões. A PF também determinou o sequestro de bens e impôs restrições societárias para interromper as atividades e preservar valores para eventual ressarcimento. Durante as buscas, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos.
A defesa de MC Poze do Rodo, representada pelo advogado Fernando Henrique Cardoso, disse desconhecer o teor do mandado de prisão e que se manifestará na Justiça para “restabelecer sua liberdade”. Já MC Ryan não se pronunciou sobre as acusações.
Os investigados devem responder por associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. As investigações continuam, e outros envolvidos podem ser identificados conforme a análise dos materiais apreendidos avança.
O caso expõe como o mundo digital e a influência nas redes sociais podem ser explorados para atividades criminosas, transformando a popularidade em ferramenta para movimentar quantias astronômicas longe dos olhares das autoridades.
Com informações de UOL.
https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/04/operacao-da-pf-mira-esquema-de-lavagem-de-r-163-bilhao-com-mcs-famosos.shtml
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