O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) esteve nesta terça-feira (22) no Colégio Estadual Atheneu para mediar os conflitos que transformaram o ambiente escolar em um cenário de tensão e insustentabilidade. A visita, previamente marcada, faz parte de uma tentativa de resolver os problemas que têm afetado alunos, professores e funcionários, criando um clima insuportável dentro da instituição.
Fake news? Visita do Ministério Público confirma caos
Desde a publicação de matérias sobre a situação do colégio Atheneu no Blog do Dina e no Instagram, surgiram acusações de que o conteúdo seria fake news. No entanto, o fato de o Ministério Público ter enviado uma especialista em Justiça Restaurativa ao Atheneu demonstra a gravidade dos conflitos. A presença do MP não foi uma resposta à reportagem, mas sim uma medida para arbitrar crises que já vinham ocorrendo. Não haveria necessidade de uma intervenção dessa natureza se o colégio não estivesse, de fato, mergulhado no caos.
Visita para pacificação e resolução de conflitos
A comissão formada pela Secretaria Estadual de Educação, acompanhada pela assistente social indicada pelo MP, foi criada com o objetivo de mediar os diversos problemas que têm assolado o colégio. A especialista em Justiça Restaurativa, que já capacitou servidores da SEEC em metodologias pacificadoras, foi enviada para conduzir uma escuta dos diferentes segmentos da comunidade escolar. Alunos, professores, pais e a gestão foram convocados para uma série de reuniões que buscam identificar a origem dos conflitos e propor soluções.

A missão principal da comissão é ouvir as partes envolvidas e tentar restaurar o ambiente de convivência no colégio. O uso da Justiça Restaurativa visa promover diálogo e reconciliação, criando um caminho para a pacificação da escola, que nos últimos meses foi marcada por denúncias de perseguições, assédio moral e desorganização administrativa.
Denúncias e o agravamento do caos
A crise no Atheneu vem desde alunos consumindo bebidas alcoólicas dentro das dependências da escola, à relatos de perseguições e assédio moral por parte de alunos e gestores contra professores críticos à administração
Uma aluna entrou em contato com o Blog do Dina para relatar ameaças de agressão feitas por um grupo de estudantes que defende a gestão. O grupo teria enviado mensagens à aluna, planejando agredi-la fisicamente após ela fazer críticasà administração. A ausência de uma intervenção direta por parte da gestão escolar, segundo relatos, tem permitido que esses episódios de intimidação sigam sem punição.
Afastamentos e falta de controle administrativo
Além das ameaças e do consumo de bebidas alcoólicas, professores críticos à gestão foram afastados de suas funções após participarem ativamente das reuniões do Conselho Escolar. Esses afastamentos têm sido interpretados por parte da comunidade escolar como uma tentativa de silenciar vozes dissidentes.
A saída abrupta da pessoa responsável pelo setor administrativo, que apoiava a coordenadora afastada, também contribuiu para o agravamento do caos. Com a saída dessa figura, a escola enfrentou uma série de problemas operacionais, incluindo a falta de merenda.
Com o MP presente e os conflitos sendo alvo de mediação, a comunidade escolar aguarda que as soluções propostas possam devolver a normalidade ao Atheneu, um dos colégios mais históricos e importantes de Natal.

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