O cenário eleitoral de 2026 já desenha contornos familiares: o Nordeste como fiel da balança. Nova pesquisa Quaest coloca Lula à frente com 37% das intenções de voto contra 32% de Flávio Bolsonaro no primeiro turno, mas é nos números regionais que mora o verdadeiro drama político.
No Nordeste, a vantagem petista é esmagadora: 55% contra apenas 24% do senador fluminense. Uma diferença de 31 pontos que pode repetir o roteiro de 2022, quando a região blindou Lula da onda bolsonarista que varreu o Sul e Sudeste.
Geografia eleitoral se mantém
Os números confirmam o que já era esperado: o mapa político brasileiro continua dividido. Enquanto Lula domina o Nordeste, Flávio Bolsonaro lidera no Sul com 40% contra 23% do petista.
A pesquisa, realizada entre 9 e 13 de abril com 2.004 pessoas, tem margem de erro de dois pontos percentuais. Ronaldo Caiado aparece em terceiro lugar com apenas 6%, seguido por Romeu Zema com 3%.
Entre os indecisos (5%) e quem pretende votar branco, nulo ou não votar (11%), ainda há 16% do eleitorado em movimento. Mas o mais revelador é que 57% dos entrevistados já consideram sua escolha definitiva.
Perfil dos eleitores desenha estratégias
Os dados demográficos mostram caminhos claros para cada candidatura. Lula vai melhor entre mulheres, pessoas com 60 anos ou mais, renda até dois salários mínimos e católicos. Flávio Bolsonaro lidera entre homens, jovens de 16 a 34 anos, quem ganha mais de cinco salários e evangélicos.
A idade pode ser determinante: Lula tem 45% entre os mais velhos, enquanto Flávio consegue 33% entre os mais jovens. Para 2026, a pergunta é se o eleitor jovem que não vivenciou o governo Lula manterá essa preferência ou se aproximará do petista.
Rejeição alta para os dois
O cenário não é animador para quem espera renovação. Lula e Flávio Bolsonaro lideram também na rejeição: 55% e 52%, respectivamente. São os candidatos mais conhecidos, mas também os que mais dividem o eleitorado.
Isso sugere que 2026 pode repetir a polarização de 2022, com poucas chances para uma terceira via se consolidar. Caiado e Zema, apostas do centro, não passam dos 6% e 3%, respectivamente.
Para o Nordeste, os números reforçam o papel de região decisiva na política nacional. Desde 2002, nenhum candidato que perdeu feio por aqui chegou ao Planalto. A tendência é que 2026 confirme, mais uma vez, essa lógica eleitoral.
Com informações de G1.
https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2026/noticia/2026/04/15/quaest-1-turno-presidente-abril.ghtml
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