Um dos principais nomes da extrema-direita mundial acaba de admitir sua derrota. Viktor Orbán, que governou a Hungria por quase duas décadas, perdeu as eleições deste domingo para o partido de centro-direita Tisza, liderado por Péter Magyar.
Com mais de 60% dos votos apurados, Magyar deve conquistar 136 das 199 cadeiras do parlamento húngaro. O partido de Orbán, o Fidesz, ficará com apenas 56 assentos — uma queda brutal para quem controlava o país com mão de ferro.
O modelo que Bolsonaro admirava
A derrota húngara tem tudo a ver com o Brasil. Orbán foi uma das principais inspirações de Jair Bolsonaro durante seu governo. Os dois mantinham proximidade, assim como o húngaro fazia com Donald Trump e Vladimir Putin.
O modelo de Orbán incluía controle da mídia, centralização do poder, discurso anti-imigração e uma agenda conservadora radical. Na Hungria, casais do mesmo sexo não podem adotar crianças, e a Constituição define que “mãe é mulher e pai é homem”.
Formado em Direito e hoje com 62 anos, Orbán governou primeiro entre 1998 e 2002. Voltou ao poder em 2010 e não saía mais — até agora.
A economia que derrotou o autoritário
O que derrubou Orbán foi o mesmo que costuma derrubar governos pelo mundo: a economia. Anos de estagnação, inflação alta e custo de vida nas alturas minaram sua popularidade.
Some-se a isso as denúncias de corrupção e a criação de redes empresariais próximas ao governo — um script familiar para quem acompanhou o Brasil recente.
Péter Magyar, o vencedor, é um ex-integrante do próprio partido de Orbán que rompeu com o chefe em 2024. Ele promete desbloquear fundos europeus que o governo anterior havia perdido e reformar o sistema de saúde.
Trump tentou ajudar, mas não deu
Mesmo com o apoio internacional de Trump — que chegou a prometer ajuda econômica à Hungria na última semana — e uma visita do vice-presidente americano JD Vance a Budapeste, Orbán não conseguiu se salvar.
Nos últimos dias de campanha, o primeiro-ministro derrotado ainda tentou acusar os adversários de conspirar com serviços de inteligência estrangeiros e de tentar gerar “caos”. Velhas táticas que não colaram.
A queda de Orbán representa um baque importante para a extrema-direita internacional — e um sinal de que até os autoritários mais entrincheirados podem ser derrotados nas urnas quando a vida do povo aperta.
Com informações de Metrópoles.
https://www.metropoles.com/mundo/hungria-orban-admite-derrota-em-eleicao
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