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O 7 de Setembro tropical com estrela estrangeira
A cena é surreal: no coração da Avenida Paulista, em pleno 7 de Setembro, a data que celebra a independência do Brasil, um grupo de “patriotas” ergue com orgulho… uma bandeira gigante dos Estados Unidos. A desculpa é sempre a mesma: “valores em comum”, “aliança internacional”, “liberdade”. Mas, na prática, soa mais como uma liquidação da própria soberania: leve duas estrelas e listras, pague com seu verde e amarelo.
Patriotas ou torcedores da NBA?
O bolsonarismo sempre vendeu a narrativa da pátria de chuteiras, verde-amarela, com a camiseta da seleção como uniforme oficial. Agora, a cena é outra: “patriotas” acenando para Donald Trump, pedindo “amnesty now” em inglês macarrônico, como se a Suprema Corte brasileira tivesse filial em Miami. É o nacionalismo de conveniência: de dia, “nossa bandeira jamais será vermelha”; à noite, “but it can be red, white and blue”.

A contradição que não cabe na Paulista
Se a data é sobre independência, que sentido faz celebrar sob a sombra de outra bandeira? O culto ao estrangeiro é tão explícito que até deputadas reagiram com ironia: Duda Salabert lembrou que isso não é patriotismo, é submissão. Tabata Amaral usou o bordão bolsonarista contra os próprios: “Nossa bandeira jamais será vermelha” (mas pode ser a dos Estados Unidos).
O show da hipocrisia
Chamar de patriota quem defende sua pátria de cócoras diante de outro país é no mínimo piada pronta. Não é defesa da soberania, é terceirização de independência. O Brasil grita “independência ou morte” e, dois séculos depois, pede arrego à Casa Branca.
Conclusão: A independência importada
O 7 de Setembro bolsonarista foi, no fundo, um 4 de Julho tropicalizado. Uma data que deveria celebrar o Brasil virou vitrine da idolatria aos EUA.
Se patriotismo é amar sua pátria acima de tudo, o que se viu na Paulista foi outra coisa: um amor mal resolvido que chama submissão de independência.
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