O PDT decidiu sair na frente na disputa pelo Senado no Rio Grande do Norte em 2026. O partido oficializou o ex-deputado federal Rafael Motta como pré-candidato e escalou o ex-senador Jean Paul Prates — que presidiu a Petrobras entre janeiro e novembro de 2023 — como primeiro suplente da chapa.
O anúncio foi articulado pelas direções nacional e estadual da sigla, sob comando de Carlos Lupi e Márcia Maia, respectivamente. A movimentação tem endereço certo: cravar posição no campo progressista antes que o PT resolva sua própria candidatura.
Mandato compartilhado: aposta ou marketing?
A principal novidade vendida pelo PDT é o chamado mandato compartilhado — um formato em que titular e suplente dividem responsabilidades e presença política ao longo dos oito anos de mandato. A ideia não é inédita no Brasil, mas segue rara e sem regulamentação formal. Na prática, depende exclusivamente de acordo entre os dois nomes e de disciplina interna para funcionar.
A leitura do partido é que a combinação de perfis resolve dois problemas de uma vez. Rafael Motta, de 35 anos, traz o discurso de renovação e o trânsito legislativo recente — foi deputado federal entre 2019 e 2023. Jean Paul Prates agrega peso técnico, experiência no próprio Senado (2019-2023) e o capital político de ter comandado a maior estatal do país, ainda que por período curto e marcado por atrito com o Planalto.
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