O Rio Grande do Norte notificou 7.845 falhas na assistência à saúde em 2025, segundo dados da Anvisa compilados pela Organização Nacional de Acreditação (ONA). O número coloca o estado como o sexto com mais ocorrências na região Nordeste.
As falhas mais comuns envolvem uso incorreto de cateteres e sondas (1.227), erros em procedimentos clínicos (908) e lesões por pressão em pacientes (849). Também houve registros de quedas, erros na identificação de pacientes e falhas na hemodiálise.
Em todo o Brasil, foram 480 mil ocorrências em 2025 — número que vem crescendo nos últimos anos. Dessas, mais de 3 mil resultaram em mortes. No RN, os registros vêm tanto da rede pública quanto da privada.
Apesar de obrigatória, a notificação desses eventos ainda é subestimada. Segundo a ONA, muitas instituições evitam registrar falhas por medo de punição ou por falta de estrutura adequada.
Gilvane Lolato, gerente-geral da ONA, explica que há medo de relatar, falta de capacitação e modelos de gestão ineficazes. Tudo isso dificulta a criação de uma cultura de segurança
No Brasil, a maior parte das ocorrências acontece em hospitais. A ONA defende que, além de reconhecer os riscos, os serviços de saúde precisam adotar protocolos mais rígidos para proteger os pacientes e padronizar a assistência prestada.
Mesmo com a exigência de registro no sistema Notivisa, especialistas apontam que o número real de falhas pode ser ainda maior do que o divulgado.
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