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Ruptura ou Câmara dos Deputados?
Uma publicação no perfil oficial da Câmara dos Deputados no TikTok, no último fim de semana, gerou polêmica ao comparar a arquitetura da Casa com a estética da Lumon Industries, empresa fictícia da série Ruptura, da Apple TV+. A postagem utilizou efeitos e enquadramentos semelhantes aos da produção, o que dividiu opiniões dos internautas.
A Lumon, na trama, mantém seus funcionários em uma espécie de cárcere privado, onde suas memórias são separadas entre a vida pessoal e profissional. O tom enigmático da empresa gerou reações negativas entre alguns usuários, que interpretaram a postagem como uma “crítica velada” ao funcionamento da própria Câmara.
Nos comentários, muitos apontaram a comparação como inapropriada:
- “O estagiário assistiu à série? Se comparar com a Lumon não é legal…”, escreveu um usuário.
- “Será que é porque só quatro vão trabalhar?”, ironizou outro, em alusão aos quatro protagonistas da série.
- “Realmente, os deputados quando entram na Câmara não lembram de nada do que acontece fora dela”, comentou outro seguidor.
Por outro lado, alguns elogiaram a criatividade e a estratégia de comunicação da Câmara, sugerindo até uma parceria com a Apple TV+.
- “Vocês viram que os cenários da série foram inspirados em projetos do Niemeyer? Arrasouuu”, comentou uma internauta.

Estratégia digital e engajamento jovem
A presença digital da Câmara nas redes tem sido uma das prioridades da gestão de Hugo Motta (Republicanos-PB), atual presidente da Casa. A Secretaria de Participação, Interação e Mídias Digitais tem passado por mudanças para ampliar o alcance do conteúdo publicado e atrair um público mais jovem.
Além disso, Motta tem investido no fortalecimento de sua própria imagem, aumentando a presença de profissionais de marketing e comunicação em sua equipe. O objetivo é consolidar uma postura mais descontraída e acessível da Câmara para as novas gerações.
O Dina Explica
A polêmica levantada pelo post da Câmara reflete um dilema comum em estratégias de comunicação digital de órgãos públicos: o equilíbrio entre informalidade e institucionalidade. A busca por engajamento pode gerar reações imprevisíveis, especialmente quando referências culturais carregam mensagens ambíguas.
Ainda que a postagem tenha sido criativa e rendido interações acima da média, o paralelo com uma empresa fictícia que “aprisiona” seus funcionários pode ser visto como um deslize de tom. Resta saber se a repercussão trará algum ajuste na estratégia da Câmara ou se a comunicação continuará apostando em formatos ousados.
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