A Petrobras deu o sinal verde para um dos maiores investimentos da história recente no Nordeste. O conselho de administração da estatal validou na segunda-feira (13) a decisão de bancar R$ 60 bilhões no projeto Sergipe Águas Profundas (SEAP), que promete transformar a economia sergipana.
O dinheiro será dividido em dois módulos — SEAP I e SEAP II — que juntos devem extrair mais de 1 bilhão de barris de óleo equivalente do fundo do mar sergipano. Para ter ideia do tamanho: é como descobrir um novo campo de Marlim no litoral nordestino.
Duas plataformas gigantes no mar de Sergipe
O projeto prevê a instalação de duas plataformas do tipo FPSO (aquelas que flutuam e processam petróleo no mar) com capacidade conjunta de produzir 240 mil barris de óleo por dia. Além disso, vão processar 22 milhões de metros cúbicos de gás natural diariamente.
As plataformas P-81 e P-87 serão conectadas por um gasoduto de 134 quilômetros, criando uma verdadeira autoestrada energética submarina. O empreendimento inclui ainda a perfuração de 32 poços em águas profundas.
A produção do SEAP II está prevista para começar em 2030, enquanto o SEAP I deve entrar em operação depois de 2030.
Alta do petróleo turbina os investimentos
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, já havia antecipado a decisão em abril, durante evento da CNN. Segundo ela, a alta recente dos preços do petróleo no mercado internacional aumentou o fluxo de caixa da empresa, dando mais músculo para investimentos pesados como este.
A estatal também conseguiu melhorar a atratividade econômica do projeto através de ganhos de escala e revisões contratuais, o que viabilizou a negociação das duas plataformas.
Impacto para o Nordeste vai além do petróleo
O projeto representa muito mais do que barris extraídos do mar. Sergipe vai receber uma chuva de royalties que pode transformar a arrecadação estadual. Municípios da região também serão beneficiados com participações especiais.
A ampliação da oferta de gás natural no Nordeste pode atrair indústrias que dependem desse insumo, criando um efeito cascata na economia regional. Fornecedores locais de serviços, equipamentos e logística também devem ser demandados durante a construção e operação.
Para uma região que historicamente recebeu menos investimentos em petróleo comparado ao Rio de Janeiro e Espírito Santo, o SEAP representa uma nova fase da exploração energética brasileira — com o Nordeste finalmente entrando no mapa do petróleo de águas profundas.
Com informações da CNN Brasil.
https://www.cnnbrasil.com.br/infra/petrobras-aprova-r-60-bi-para-projeto-de-aguas-profundas-em-sergipe/
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