O Brasil descobriu mais um capítulo constrangedor da política nacional. Segundo o ministro Gilmar Mendes, do STF, cerca de 30 deputados estaduais do Rio de Janeiro estariam recebendo pagamentos regulares de grupos ligados ao jogo do bicho.
A informação chegou ao ministro através do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Não foi uma conversa casual — o assunto veio à tona durante julgamento sobre quem vai substituir Cláudio Castro no governo fluminense.
A infiltração não é ficção
Alexandre de Moraes reforçou o cenário. Para o ministro, a presença do crime organizado na Assembleia do Rio “não é ficção, não é invenção, não é algo romanceado”. É realidade documentada e investigada.
A situação chegou ao ponto de a própria Alerj soltar Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Casa, depois que a Polícia Federal o prendeu por ligações com o Comando Vermelho. Uma decisão que Moraes classificou como “anômala”.
O ministro lembrou ainda do caso Marielle Franco. No julgamento dos mandantes, ficaram comprovadas as conexões entre milícias de Rio das Pedras e parlamentares estaduais.
A defesa do indefensável
Luiz Fux, carioca e defensor de eleições indiretas para o estado, saiu em defesa do Rio. Criticou o que chamou de “profundo descrédito” dos colegas em relação ao estado.
Fux argumentou que corrupção existe em todo lugar — citou Mensalão, Lava Jato, casos do INSS. Verdade. Mas isso não torna a situação fluminense menos grave ou menos urgente.
O que isso significa para o resto do país
A questão vai além do Rio de Janeiro. Se três dezenas de deputados estaduais estão comprometidas com o crime organizado em um dos principais estados do país, o que dizer sobre a infiltração criminal em outras assembleias?
A discussão sobre intervenção federal no Rio vira laboratório para o Brasil. Será que trocar quem manda resolve o problema estrutural? Ou apenas reorganiza o crime sob nova gestão?
O caso fluminense expõe uma realidade incômoda: o crime organizado não apenas existe nas periferias. Ele legisla, vota orçamentos e define políticas públicas.
Com informações de Metrópoles.
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