Jorge Messias não engoliu a derrota. O ministro da AGU suspeita que foi traído pelo próprio líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), na votação que rejeitou sua indicação ao Supremo Tribunal Federal.
Em conversas reservadas após a derrota, o ministro teria chamado Wagner de “traíra” e defendido que o senador deveria pedir demissão da liderança do governo.
A suspeita de Jorge Messias tem um fundamento específico: uma suposta aliança entre Wagner e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que articulou a derrota do ministro.
O plano por trás da rejeição
Segundo aliados de Messias, o objetivo comum de Alcolumbre e Wagner seria evitar o fortalecimento do ministro do STF André Mendonça. O magistrado é relator do Caso Master e foi um dos principais apoiadores da indicação de Jorge Messias.
A teoria ganha força quando se considera que tanto Alcolumbre quanto Jaques Wagner têm aliados envolvidos no Caso Master. Uma nora do líder do governo recebeu R$ 11 milhões do esquema de Daniel Vorcaro, conforme revelou o Metrópoles.
O entorno de Jorge Messias também culpa Wagner por induzir Lula ao erro. O líder teria garantido que o ministro da AGU tinha 45 votos no plenário, mas o resultado final foram apenas 34 votos favoráveis contra 42 contrários.
O abraço que incomodou
Outro episódio que irritou Messias foram as imagens de Wagner abraçando Alcolumbre e sorrindo no plenário logo após a derrota do ministro da AGU.
Interlocutores de Jaques Wagner rebateram as acusações. Eles garantem que o líder trabalhou intensamente pela aprovação de Messias e explicaram o sorriso como um “riso de nervoso”.
O próprio Jorge Messias não confirmou diretamente as críticas a Wagner, atribuindo essas avaliações a aliados próximos.
Com informações de Metrópoles.
https://www.metropoles.com/colunas/igor-gadelha/messias-acha-que-foi-traido-pelo-proprio-lider-do-governo-lulaEntre no grupo do Blog do Dina e receba tudo antes de sair no site.



