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Home » O mundo reagiu: o que a imprensa internacional e líderes estrangeiros disseram sobre a condenação de Bolsonaro

O mundo reagiu: o que a imprensa internacional e líderes estrangeiros disseram sobre a condenação de Bolsonaro

Giovanna Bellato Por Giovanna Bellato
12 de setembro de 2025
Tempo de Leitura: 6 mins
O mundo reagiu: o que a imprensa internacional e líderes estrangeiros disseram sobre a condenação de Bolsonaro
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O que você vai ler:

  • A imprensa internacional está tratando o julgamento como divisor de águas
    • Agências de notícias (Reuters, AP, AFP)
    • The New York Times: “dilema democrático”
    • The Guardian: ecos do trumpismo
    • Le Monde: um plano para arrastar os militares
  • Trump, agora presidente dos EUA, saiu em defesa de Bolsonaro
  • Marco Rubio, Secretário de Estado, também atacou o STF
  • E o restante do mundo?
  • O julgamento virou espelho do Brasil no mundo

A sentença de 27 anos e 3 meses de prisão imposta a Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado não repercutiu apenas no Brasil. A decisão da Justiça brasileira atravessou fronteiras e gerou respostas em jornais, análises políticas e discursos de figuras poderosas

Da imprensa americana à francesa, do atual presidente dos Estados Unidos à cúpula diplomática do seu governo, o julgamento é visto como histórico, mas também como perigoso, dependendo de quem observa.

A seguir, reunimos como o mundo está reagindo à condenação de Bolsonaro.

A imprensa internacional está tratando o julgamento como divisor de águas

Agências de notícias (Reuters, AP, AFP)

As principais agências noticiosas do planeta foram rápidas em noticiar o resultado. A Associated Press destacou que esta é a primeira vez que um ex-presidente brasileiro é condenado por tentar abolir a democracia. A sentença, que soma mais de 27 anos de prisão, foi atribuída a crimes como tentativa de golpe, conspiração armada e organização criminosa.

A Reuters, agência de notícias britânica, apontou que Bolsonaro reagiu afirmando ser alvo de “perseguição política” e que pretende recorrer. Ambas as agências ressaltam o simbolismo institucional do julgamento, descrevendo-o como um momento-chave da democracia brasileira.

The New York Times: “dilema democrático”

O jornal americano classificou o caso como um dilema para o sistema democrático. Por um lado, elogiou o fortalecimento das instituições brasileiras ao levar um ex-presidente ao banco dos réus por crimes contra a ordem democrática. Por outro, questionou se o Supremo Tribunal Federal não está assumindo um protagonismo excessivo, o que poderia gerar efeitos colaterais em um ambiente já polarizado. O NYT também comparou o episódio brasileiro com os ataques ao Capitólio nos Estados Unidos.

The Guardian: ecos do trumpismo

No Reino Unido, o Guardian descreveu a condenação como um marco contra o autoritarismo. O jornal relembrou que Bolsonaro se recusou a aceitar o resultado das eleições de 2022, flertou com setores militares e estimulou protestos antidemocráticos. Segundo o jornal, há claros paralelos entre o ex-presidente brasileiro e o atual presidente americano Donald Trump, especialmente no uso de desinformação e tentativa de ruptura institucional.

Le Monde: um plano para arrastar os militares

O Le Monde, da França, abordou os detalhes da investigação com ênfase na tentativa de envolver os militares em uma ruptura institucional. O jornal lembrou que o Ministério Público e a Polícia Federal veem fortes indícios de que Bolsonaro liderou um plano deliberado para invalidar as eleições e permanecer no poder. Ainda sem editorial opinativo, o Le Monde adota um tom crítico em suas reportagens.

Trump, agora presidente dos EUA, saiu em defesa de Bolsonaro

Até agora, o único chefe de Estado que se manifestou diretamente sobre a condenação foi Donald Trump — que, hoje, ocupa novamente a presidência dos Estados Unidos.

Em entrevista à imprensa americana, Trump chamou Bolsonaro de “um homem bom” e afirmou que a condenação é “política e injusta”. Também garantiu que não pretende adotar qualquer tipo de sanção contra o Brasil por conta do julgamento. Seu discurso rapidamente repercutiu entre apoiadores de Bolsonaro no Brasil.

Marco Rubio, Secretário de Estado, também atacou o STF

Além de Trump, outro membro do alto escalão americano se manifestou: o Secretário de Estado Marco Rubio. Ele afirmou que os Estados Unidos “responderão” ao que chamou de “perseguição” contra Bolsonaro. Rubio criticou diretamente o Supremo Tribunal Federal e o ministro Alexandre de Moraes, a quem acusa de liderar uma ofensiva política sob o pretexto da legalidade.

A fala de Rubio ampliou o debate sobre possível ingerência internacional no caso brasileiro.

E o restante do mundo?

Até o momento, não houve manifestações públicas de outros chefes de Estado, como Emmanuel Macron (França), Olaf Scholz (Alemanha), Gustavo Petro (Colômbia), Javier Milei (Argentina) ou Gabriel Boric (Chile). Organizações internacionais como ONU e OEA também não se pronunciaram oficialmente.

O silêncio pode ser estratégico… ou sintomático da delicadeza do cenário político e diplomático em torno do caso.

O julgamento virou espelho do Brasil no mundo

Para a imprensa internacional, o julgamento de Bolsonaro não diz respeito apenas ao Brasil: trata-se de um teste à solidez democrática em tempos de populismo e desinformação. Para aliados políticos do ex-presidente, o caso revela uma perseguição jurídica motivada por adversários ideológicos.

As reações internacionais mostram que o destino de Bolsonaro é, também, uma peça no tabuleiro geopolítico atual, onde justiça, narrativa e poder se misturam.

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