O Rio Grande do Norte registrou 2.611 ocorrências de furtos e roubos de aparelhos celulares entre janeiro e março de 2026 — uma redução de 14% em relação ao mesmo trimestre do ano passado, quando o estado contabilizou 3.038 casos. Em números absolutos, são 427 crimes a menos em apenas três meses.
O que mostram os dados
O levantamento é da Coordenadoria de Informações Estatísticas e Análises Criminais (COINE), braço estatístico da Secretaria da Segurança Pública e da Defesa Social (SESED). A coordenadoria faz o monitoramento comparativo dos índices de criminalidade e alimenta o planejamento operacional das forças de segurança no estado.
A queda de 14% no acumulado do trimestre é relevante porque o furto e o roubo de celulares são crimes de alta incidência e impacto direto no cotidiano da população. São ocorrências que afetam desde a sensação de segurança nas ruas até o bolso do cidadão — aparelhos novos custam, em média, mais de um salário mínimo.
Fatores apontados pela SESED
O secretário de Segurança Pública, coronel Francisco Araújo, atribui o resultado a uma combinação de fatores:
- Reforço no policiamento ostensivo — presença ampliada de efetivo em áreas de maior incidência.
- Capacidade de investigação — apuração mais ágil dos casos registrados, com foco em identificar receptadores e redes de revenda.
- Uso de tecnologia — ferramentas de monitoramento e rastreamento que auxiliam tanto na prevenção quanto na recuperação de aparelhos.
- Integração entre forças — ações coordenadas entre Polícia Militar, Polícia Civil e demais órgãos do sistema de segurança.
O que os números ainda não dizem
A redução percentual é expressiva, mas o número absoluto continua alto: são quase 30 ocorrências por dia no estado ao longo do trimestre. Resta saber se a tendência de queda se mantém nos meses seguintes — historicamente, o segundo semestre concentra picos de criminalidade patrimonial em função de datas comerciais e do período de férias.
Outro ponto que merece acompanhamento é a subnotificação. Boa parte das vítimas de furto de celular não registra boletim de ocorrência, o que significa que os números reais podem ser significativamente maiores do que os captados pela COINE. A própria melhoria nos canais de registro — como a delegacia virtual — pode ter efeito duplo: ao facilitar a denúncia, pode elevar estatísticas futuras mesmo que a criminalidade real continue caindo.
Os dados do segundo trimestre, quando forem divulgados, serão o primeiro teste de consistência dessa tendência.
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