Os senadores potiguares Rogério Marinho (PL) e Styvenson Valentim (PSDB) assinaram um requerimento que pede a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar supostas ligações dos ministros do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e Dias Toffoli com o Banco Master. A senadora Zenaide Maia (PSD) não aparece entre os parlamentares que apoiaram o pedido.
O requerimento foi apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que afirmou nesta segunda-feira (9) ter reunido 29 assinaturas, duas a mais do que o mínimo necessário de 27 para a instalação da comissão.
Entre os apoiadores também está o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Pedido deve ser protocolado no Senado
Em publicação nas redes sociais, Alessandro Vieira informou que o pedido será protocolado nas próximas horas e afirmou que a investigação é necessária para garantir que a lei seja aplicada a todos.
Segundo o parlamentar, a comissão teria o objetivo de apurar possíveis irregularidades envolvendo o banco e ministros do Supremo, além de ajudar a recuperar a confiança da população nas instituições.
Pressão por CPIs no Senado
Atualmente já existem dois requerimentos com assinaturas suficientes para abertura de CPIs relacionadas ao caso do Banco Master — uma CPI mista e outra apenas no Senado.
No entanto, a decisão de instalar as comissões depende do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, Alcolumbre vem segurando a pressão de parlamentares e tem evitado sessões do Congresso para ganhar tempo. A avaliação de líderes políticos é que a abertura de CPIs em ano eleitoral pode gerar desgaste para vários partidos.
Mesmo assim, senadores tentam avançar com investigações por outros caminhos, como:
- a CPI mista do INSS
- um grupo de trabalho na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE)
- a CPI do Crime Organizado, que tem Alessandro Vieira como relator
Conversas com dono do Banco Master
A pressão sobre o ministro Alexandre de Moraes aumentou após a divulgação de documentos obtidos pela Polícia Federal e enviados à CPI do INSS.
Segundo os registros, mensagens atribuídas a conversas entre Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teriam sido enviadas no mesmo dia em que o empresário foi preso pela primeira vez, em novembro do ano passado. O ministro nega qualquer irregularidade.
Já o ministro Dias Toffoli deixou a relatoria de um processo relacionado ao caso após pressão política. Investigações da Polícia Federal também analisam possíveis movimentações financeiras ligadas ao resort Tayayá, empreendimento que teve participação de empresa da família do ministro.
Pedido de impeachment contra Moraes
Nesta segunda-feira (9), o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), protocolou no Senado um pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes.
O documento também foi assinado por dirigentes e parlamentares do partido Novo e cita suspeitas de irregularidades envolvendo o Banco Master.
Segundo o pedido, Moraes teria agido de forma incompatível com o cargo e poderia ter cometido crimes como tráfico de influência, corrupção passiva e advocacia administrativa.
Este é o décimo pedido de impeachment contra ministros do STF apresentado no Senado apenas neste ano.
Entre no grupo do Blog do Dina e receba tudo antes de sair no site.



